A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 27/04/2020

No episódio “Os desafios da mobilidade urbana sustentável” da série “Caminhos da reportagem” produzida pela “Tv Brasil” mostra os principais pontos da crescente crise de mobilidade urbana no Brasil. Esse episódio retrata os desafios que precisam ser enfrentados para um melhor deslocamento da população, além de mostrar a importância dos transportes públicos no país.

Convém ressaltar, a princípio, que a crise de mobilidade urbana gera inúmeras consequências, como engarrafamentos, poluição, aumento de acidentes, entre outros exemplos, as quais afetam diretamente na vida dos cidadãos. A partir do panorama exposto, pode-se dizer que um dos principais agentes causadores desses problemas é o carro, o qual é o produto símbolo da ideologia do capitalismo pós-Guerra Fria, fato comprovado no forte estímulo que a sociedade consumidora impõe para a compra do veículo particular por meio de propagandas, como as reproduzidas na década de 1950, as quais ressaltam o discurso do “sonho americano”, usando o carro como produto do luxo e do status, evidenciando os primeiros passos da indústria automobilística nacional. Diante disso, é notório que um dos principais desafios da gestão pública é conseguir fazer um planejamento adequado, sem congestionamentos, o qual englobe todos os cidadãos.

Vale destacar, ainda, a situação dos transportes coletivos, com preços abusivos, condições precárias, falta de segurança e deslocamentos mal planejados. Com base nisso, o episódio citado da série “Caminhos da reportagem” mostra algumas entrevistas em transportes públicos, onde os usuários expõem as desvantagens do uso desses veículos, mostrando a pouca oferta de alternativas para atender ao excesso de passageiros nos transportes públicos, além de destacar a superlotação e o atraso como principais fatores de insatisfação. Dessa maneira, a causa predominante para esses desafios a serem superados é o monopólio de grupos administrativos, públicos e privados, dominantes no gerenciamento desse sistema de mobilidade urbana, os quais visam ao lucro antes das necessidades da população.

Logo, a crise da mobilidade urbana está diretamente relacionada à falta de ofertas de alternativas com planejamentos adequados. Conclui-se, portanto, baseado na reportagem e no raciocínio apresentados, é preciso que o Ministério da Infraestrutura, juntamente com empresas privadas, elaborem um plano o qual contribua para a diminuição de congestionamentos e para a melhor utilização dos transportes coletivos, por meio da difusão de propagandas estimulando o uso de transportes alternativos e o aumento das frotas de transportes públicos, diminuindo, consequentemente, os preços e a superlotação, a fim de reduzir a crise na mobilidade urbana brasileira.