A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 20/04/2020
A mobilidade urbana pode ser definida como conjunto das condições de deslocamento de cargas e pessoas no perímetro urbano, ou seja, como ocorre o ir e vir na sociedade. Há uma crescente crise nesse setor, visto que problemas antigos não são solucionados, como o sucateamento dos transportes públicos, bem como a falta de um planejamento urbano eficaz.
Em primeira análise, é válido destacar que os meios de transportes da rede pública, em sua maioria, não apresentam condições mínimas de conforto e segurança. Tal realidade faz com que muitos brasileiros prefiram o deslocamento por meios privados, seja o carro próprio ou mesmo através do uso de aplicativos, como o “Uber” que se popularizou por proporcionar mais rapidez, seguridade e bem-estar que os ônibus e metrôs das grandes cidades.
Ademais, é imprescindível lembrar que a Constituição Federal de 1988, garante, no artigo sexto, direitos sociais, como moradia, segurança e transporte a todos os brasileiros. Tal Lei, infelizmente, fica apenas na teoria, pois na prática, não há planejamento que solucione o dia-a-dia do cidadão que fica a mercê do caos de trânsitos engarrafados, ônibus lotados e vias esburacadas, sem acessibilidade.
Na tentativa de mitigar tal problemática, cabe ao Estado (Governo Federal) viabilizar mais verbas para planejamento de ampla infraestrutura adequada, especialmente das metrópoles, visando a sociedade como um todo, por meio do melhoramento da qualidade dos transportes públicos, bem como, priorizando linhas exclusivas para que estes possam ter um deslocamento mais ágil. Outrossim, o Estado deve, ainda, investir em em Leis que visem reduzir a quantidade de carros que circulam nos centros urbanos,por meio de ações de conscientização da população para que, dessa forma, possa atenuar a crescente crise na mobilidade urbana brasileira e, então, garantir os direitos descritos na Constituição.