A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 26/04/2020

No limiar do século XXI, a mobilidade urbana, no território brasileiro, vem intensificando-se cada vez mais, apresentando uma grave patologia social. Nessa perspectiva, a sociedade do desempenho acarreta entraves aos cidadães, relatada por Byung- chul Han e a escolha feita pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek ocasionam consequências deletérias à sociedade. Logo, com o escopo de mitigar tais infortúnios, medidas familiares e governamentais são fulcrais.

Efetivamente, na época de 1970 a população brasileira passou a residir mais no ambiente urbano, haja vista que a industrialização gerou o êxodo rual de muitos habitantes que necessitavam de empregos para sobreviver. Nesse contexto, com o grande aumento de pessoas morando nas cidades, na sociedade hodierna, a mobilidade urbana pode originar situações nefastas. Em decorrência disso, o filósofo Byung-chul Han relata, no seu livro “Sociedade do Cansaço”, que a Sociedade do século XXI é qualificada como “Sociedade do Desempenho”, visto que as pessoas estão trabalhando e estudando para conseguirem um salário melhor, uma vez que precisam de dinheiro para viverem no mundo atual. Dessa forma, esse tipo de população pode ocasionar grandes engarrafamentos em cidades de maior porte no Brasil. Em face disso, o Governo deve agir no enfrentamento desse viés.

Ademais, com o plano do ex-presidente Juscelino Kubitschek para o Brasil ter mais estradas que ferrovias ocasionou a maior venda de carros para a população brasileira. Nesse panorama, os efeitos são ocasionados na atualidade, considerado-se que muitos trabalhadores foram influenciados em comprar carros, por intermédios que o Governo investiu mais verbas em estrados do que meios de transporte ferroviários. Dessa maneira a segurança apresentada por estações de metrôs e trens foram sendo usadas apenas pela população da classe baixa, visto que o pouco investimento tecnológico nesses meios de transporte apresentaram uma evasão da classe média-alta. Acerca dessa lógica, as famílias devem agir nessa mácula social.

Destarte, a fim de atenuar tais efeitos, medidas são necessária para resolver esse impasse. Sob essa óptica, o Governo deve qualificar mais as estradas no ambiente urbano, uma vez que a quantidade de pessoas que transitam nesse território é enorme, assim acarretando grandes congestionamentos em rodovias do território brasileiro, por intermédio do Ministério do Transporte, com o fito de minimizar tais acontecimentos. Outrossim, a família, como instituição formadora de opinião, deve, desde a infância, ensinar atos para diminuir esses efeitos, como ter apenas um carro, a fim de reduzir os atos ocasionados pela população. Dessa forma, a crise na mobilidade urbana poderá depriciar.