A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 16/04/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direitos básicos, tais como: acessibilidade e bem-estar social. No entanto, o Brasil se afasta dessa realidade ao se analisar a crescente crise na mobilidade urbana, na qual há a ineficiência dos transportes públicos do país, em consonância com o acúmulo de veículos nas ruas, como os pilares desse conflito. Nesse sentido, subterfúgios devem ser encontrados para a resolução desse impasse.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a má gestão do transporte público no país é a principal potencializadora desse problema. Nesse contexto, o site “O Globo” divulgou uma pesquisa realizada pelos alunos da Universidade Federal de Fluminense, na qual informa que cerca de 68% da população carioca relata já ter tido problemas ao usar os ônibus para se deslocar. Sob essa análise, denota-se que a ineficiência do transporte público, tendo em vista o alto preço das passagens e o desconforto, é reflexo de uma negligência com a integridade socioeconômica por parte do Governo.
Paralelamente a esse cenário, surge a aglomeração de carros e motos nas pistas como consequência direta desse panorama brasileiro. Nessa linha de pensamento, o sociólogo Karl Marx, em sua observação da sociedade pós Revolução Industrial, menciona que os principais problemas sociais iriam surgir com a ascensão do capitalismo, prejudicando a natureza e o bem-estar da população. Dessa forma, sendo o consumismo um dos frutos dessa sociedade capitalista, cresce a compra e o uso de veículos individuais, uma vez que o transporte público é descartado devido seus problemas.
Fica evidente, portanto, a relevância do combate aos impasses na mobilidade urbana para a melhoria do Brasil. Para que isso corra, o Ministério da Fazenda - principal responsável pela infraestrutura do país - deve, por meio de um maior direcionamento de verbas para o âmbito social, melhorar a gestão dos transportes públicos do Brasil, realizando melhorias na estrutura dos veículos e diminuindo o preço da passagem, com a finalidade de incentivar o seu uso e, dessa forma, diminuir os conflitos na mobilidade urbana brasileira. Somente assim, com essas medidas, a sociedade poderá gozar dos direitos promulgados em 1948.