A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 07/09/2020

Durante o governo JK, o projeto desenvolvimentista priorizou a construção de rodovias no Brasil para gerar a sensação de modernidade e crescimento. Entretanto, tal visão resultou em problemas na mobilidade urbana atual do país, entre eles consequências econômicas e um crescimento exagerado na compra de carros. Sendo assim, deve-se analisar tais problemáticas e buscar soluções eficazes.

Em primeiro plano, vale ressaltar os efeitos econômicos da falta de mobilidade urbana brasileira. Geralmente, em países de urbanização tardia, as periferias são construídas longe dos grandes centros, o que acarreta trabalhadores mais desgastados e cansados antes mesmo de chegarem ao serviço, visto que o tempo no trânsito é prolongado. Segundo a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, o Brasil perde cerca de 4% do seu PIB por causa da falta de mobilidade, o que confirma esses efeitos.

Outrossim o predomínio de carros nas rodovias é notório. Com a ausência de planejamento em transportes públicos mais eficientes e outras maneiras que viabilizem à locomoção, a compra de veículos particulares se tornou comum. Tal realidade, vinculado à superlotação e demora de muitos meios de transporte, contribuiu para os dados de uma pesquisa do site G1, nos quais relatam uma média de 1 carro para cada 4 habitantes no Brasil, confirmando o excesso de veículos nas rodovias.

Portanto, incorporar várias formas de locomoção nas cidades é essencial para que a mobilidade seja eficiente no país. Desta forma, o Ministério do Desenvolvimento Regional, em parceria com empresas privadas, deve elaborar um plano de mobilidade urbana, a médio prazo, por meio de segurança e horários diversificados de ônibus e metrôs, em especial nos horários de pico, implantação de ciclovias em locais que sejam viáveis, além de manutenção periódica das rodovias brasileiras, a fim de estimular o uso de outros modais que não sejam os carros e de encurtar o tempo dos trabalhadores no trânsito, o que ajudará economicamente como consequência.