A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 04/05/2020

O constante aumento populacional nas grandes cidades gerou uma dificuldade na mobilidade urbana. Isso se deve, sobretudo, ao crescimento do uso de transportes particulares, uma vez que muitos indivíduos preferem esse ao transporte público devido a sua forma de organização e os elevados preços nas tarifas. Contudo, essa preferência cotidiana traz como consequências os grandes engarrafamentos que prejudicam as pessoas e o meio ambiente. Logo, é necessário que o Governo tome mais medidas com o objetivo de combater esses problemas gerados pela mobilidade urbana brasileira.

Segundo pesquisas da Associação Nacional de Transportes Urbanos (NTU), 62,2% da população voltaria a usar o transporte público caso houvesse uma diminuição dos preços nas tarifas e maior flexibilidade nas rotas. Diante dessa situação, fica evidente que o mal desempenho do transporte público para grande parte da população é um agravante dessa crise na mobilidade. Exemplo disso é o aumento do uso de carros particulares causando, muitas vezes, engarrafamentos. Desse modo, fica visível que é preciso não só melhorar como investir no transporte público e em outras alternativas com o objetivo de facilitar a transição dos indivíduos.

Nesse contexto, sabe-se que a preferência de muitos habitantes pelo transporte particular gera, como consequência, longos engarrafamentos. Um exemplo disso são os casos de congestionamentos na cidade de São Paulo que causam, entre outros fatores, aumento na poluição do ar e sonora, na qual ocorrem, respectivamente, devido a liberação de gases que interferem no efeito estufa e elevados barulhos que geram estresse na pessoas que estão no ambiente. Ademais, os engarrafamentos também são responsáveis por grande parte dos acidentes de trânsito evidenciando a necessidade de uma maior organização na circulação das cidades.

Portanto, visto que o aumento da mobilidade urbana é responsável por inúmeros fatores é preciso que medidas sejam tomadas buscando uma melhoria nesse sistema. Sendo assim, é dever do Estado, trabalhar junto com os governadores, com o objetivo de melhorar a viabilidade do transporte público por meio de valores e rotas acessíveis, além de investir e organizar áreas para as pessoas que preferirem outra forma de locomoção com a criação e ampliação das ciclovias. Além disso, também é necessário que o Estado busque a criação de campanhas com o objetivo de mostrar os impactos negativos dessa situação e propor projetos, como caronas compartilhadas, para que assim a sociedade ajude nesse processo.