A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 08/04/2020

Diante dos males sociais e ambientais, a Assembleia Geral das Nações Unidas foi palco de uma celebração em 2015, quando 193 Estados-membros adotaram os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), instituindo 169 metas que servirão de guia, até o ano de 2030, para o sucesso da qualidade de vida, no qual, para que isso ocorra, será necessário superar os desafios da mobilidade urbana no Brasil. Tal situação impossibilita a progressão do país, haja vista a violência citadina, bem como a ineficácia das políticas afirmativas. Destarte, urge no contexto atual, a adoção de medidas sinérgicas que visem sanar os óbices originários dessa questão.

Convém salientar, a priori que as violências nas cidades permeiam de forma exacerbada no âmbito social contemporâneo. Nesse viés, é possível citar o filósofo Jean-Jaques Rousseau, o qual afirmava “o homem ser bom por natureza, mas a sociedade o corrompe”, convergindo com o cenário atual, devido à agressão citadina, os cidadãos se tornam mais propícios à adesão de transportes individuais em virtude da segurança que estes propõem. Consequentemente, tais ações corrobora no aumento dos índices de acidentes de trânsito.

A posteriori, é imprescindível ressaltar ainda, a supressão de deliberações governamentais com o intuito de fenecer a mazela. Dessa forma, segundo dados do Observatório das Metrópoles, em dez anos a frota de automóveis duplicou nas cidades brasileiras, tal situação é presente constantemente devido à ineficácia das políticas no que se refere aos investimentos precários na melhoria dos transportes públicos, contribuindo para o aumento dos desafios da mobilidade urbana. Por conseguinte, é comum o agravamento de problemas ambientais com a combustão de motores automotivos.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater os desafios da mobilidade urbana. Desse modo, as escolas, em conjunto com a mídia, como preceptoras de opinião, devem promover medidas socioeducativas quanto ao trânsito, por intermédio da disseminação de campanhas informativas, como também a elaboração de oficinas que suscitem a socialização e solidariedade dos cidadãos, com o objetivo de reduzir a violência urbana. Concomitantemente, o Governo, coadjuvante às instituições privadas, como detentores de recursos, deve proferir o desenvolvimento das frotas públicas, por meio de investimentos majoritários em uma fiscalização perdurável, além da ampliação de fundos monetários, objetivando que a diligência preventiva vigore de modo eficaz, fazendo jus à lei 13.674/2018, que incentiva empresas a investirem em atividades que proporcionem o desenvolvimento da Nação. Em suma, a consumação de todas as providências interventivas é improrrogável para a garantia das diretrizes instituídas pela ONU.