A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 04/04/2020
Segundo a Constituição de 1988, é garantido a todo e qualquer indivíduo o direito à dignidade e ao bem-estar.Entretanto, tal plano teórico não se aplica totalmente à realidade brasileira, uma vez que há uma crescente crise na mobilidade urbana do Brasil.Nesse contexto, parte da população tem seus privilégios violados, o que é consequência da negligência governamental somada à má formação escolar, dificultando a atenuação da problemática.
A priori, observam-se algumas distorções governamentais no cumprimento de seus deveres e, especificamente, em desenvolver medidas eficazes com o propósito de evitar o colapso das redes de mobilidade urbana.Nesse viés, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, no Contrato Social, o indivíduo abre mão de parte de suas liberdades e delega funções ao Estado, a fim de atingir o equilíbrio social.Sob essa perspectiva, o governo quebra o contrato à medida que não investe suficientemente na implementação de áreas destinadas ao uso de bicicletas, patinetes e outros meios de locomoção que não congestionem ruas e avenidas brasileiras.Logo, a escassez dessas medidas estimula o caos na sociedade, provocando estresse nos indivíduos que necessitam deslocar-se para irem ao trabalho ou escola e, portanto, desenvolvendo um cenário propício para acidentes no trânsito.
A posteriori, os institutos de ensino priorizam a ordem e a disciplina em detrimento da formação social do indivíduo.Nesse ínterim, o filósofo Theodor Adorno apontou como possibilidade sociológica uma pedagogia para autonomia, a fim de que o tecido educacional esteja voltado para todos segmentos sociais e que seja orientado para uma vida equilibrada no planeta.Nessa conjuntura, as redes escolares demonstram ineficácia em fomentar no aluno senso crítico de forma a buscar meios de locomoção alternativos, que não pressionem o fluxo de ruas e avenidas públicas e nem produzam grande quantidade de gás carbônico, como bicicletas e veículos não-motorizados.Portanto, a insuficiência dessas medidas corroboram para o colapso, em um futuro próximo, das principais vias de mobilidade urbana no Brasil, além da alta quantidade de emissão de gases poluentes, prejudicando a natureza.
Dessa forma, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática.Destarte, cabe ao Governo Federal ampliar a construção de ciclovias, por meio do financiamento de empreiteiras privadas, os quais irão construir redes desse tipo de mobilidade interligando os principais centros à áreas residenciais, com o intuito de incentivar civis a se deslocarem de suas casas para seus trabalhos usando bicicletas e, com isso, aliviar o fluxo de veículos nas ruas e avenidas brasileiras.Somado a isso, o Estado deve financiar as mídias digitais na criação de campanhas e projetos que visem incentivar o uso de meios de locomoção alternativos, a fim de diminuir a emissão de gases poluentes e o trânsito.