A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 31/03/2020

Na metade do século XX, durante o governo de Jucelino Kubitschek, a mobilidade urbana e rodoviária foi totalmente alterada, através da construção de estradas que se interligavam, além dos incentivos a compras de automóveis pequenos. Entretanto, atualmente o transporte rodoviário trouxe alguns problemas, como congestionamentos constantes, que interferem diretamente na vida dos cidadãos. Conquanto, essa problemática cresce ainda mais, com a facilidade em obter automóveis, aliada a precariedade do transporte público. Deste modo torna-se necessária mudanças para reverter essa situação.

É necessário pontuar, de inicio que segundo o IBOPE - Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística - os paulistanos gastam cerca de 3 horas do dia nas estradas. Nota-se que os engarrafamentos fazem parte do dia a dia dos cidadãos. Fato recorrente a facilidade em obter veículos, associada a comodidade advinda do uso de transportes individuais, ocasionando uma menor qualidade de vida.

Outrossim, não menos importante, ressalta-se a falta de transporte público de qualidade. Segundo dados do Observatório das Metrópoles, a população aumentou 12,2 %, já o número de veículos registrou um crescimento de 138,6 % entre os anos de 2002 e 2012. Diante disso, nota-se que as pessoas preferem cada vez mais automóveis particulares para locomover-se. Nesse sentido, cabe ao governo investir mais subsídios para a melhoria do transporte público, pois impulsionaria a população a usar esse meio de transporte, diminuindo o congestionamento.

Portanto, são necessárias medidas capazes de diminuir essa problemática. Para tanto, cabe ao Governo Municipal investir em meios de transportes diferenciados para diminuir os congestionamento e prezar pela prática ciclística ou de caminhada. Ademais, o Ministério do Transporte deve investir em reformas em ônibus e metrôs públicos e seus respectivos locais de espera, mantendo a comodidade e segurança nos transportes coletivos. Talvez assim pudéssemos, gradativamente, eliminar o impasse.