A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 25/03/2020

No período da 2° Revolução Industrial, Henry Ford cria o Fordismo, com o propósito da produção em massa de veículos, isso possibilitou a praticidade do deslocamento nas cidades. Entretanto, apesar dos incontáveis benefícios, os números de carros têm se alavancado nós últimos anos, provocando uma crescente crise na mobilidade urbana, a qual é resultado não só de um descrédito financeiro aos transportes públicos, como também da exaltação do carro como bem fornecedor de status.

Em primeiro lugar, destaca-se a ausência de investimentos nos setores públicos de transporte como um dos causadores do problema. Segundo o Observatório das Metrópoles, o principal fator para a aquisição de automóveis – é a busca pelo conforto e segurança. Nesse contexto, a insuficiência de investimentos permite a circulação precária e desconfortável dos ônibus e trens – e os caminhos de pedestre apresentam perigo a idosos e deficientes, devido aos buracos. Assim, a insegurança da população culmina em preferência pela locomoção privada.

De outra parte é preciso pontuar o “status” como impulsionador do impasse. Diante disso, não é incomum observar cidadãos se endividando para obter o transporte individual, tanto para suprir necessidades quanto para munir-se do status advindo de tal compra. Todavia, em contraste, a noção de luxo imaginário tem haver com o governo de JK em que fomentava a implementações de empresas automobilísticas para o engrandecimento individual na adquirição de carros.

Portanto, é viável pensar em soluções para o exposto. Por isso, a Secretária de Transporte de cada estado devem melhorar as condições do transporte público, por meio de maiores investimentos financeiros que garanta o bem-estar e segurança da população a fim de desincentivar a busca pelo transporte privado e garantir a locomoção urbana brasileira. Dessas medidas, espera-se um avanço no cenário locomotivo brasileiro.