A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 24/03/2020
Mobilidade insustentável
A crescente crise na mobilidade urbana brasileira intensifica a poluição das cidades, uma vez que é causada pela quantidade exorbitante de automóveis em circulação. Nessa conjuntura, fica evidente, não só o descaso para com o meio ambiente, bem como o apego do ser humano pela comodidade.
Em primeira análise, deve-se ressaltar o elo entre o aumento da queima de combustíveis fósseis e a acentuação das complicações ecológicas atuais. É factual que o aquecimento global é intensificado pela emissão de gases estufa, como o gás carbônico, liberado, por exemplo, a partir da queima da gasolina. Desse modo, relaciona-se o acréscimo do fluxo de carros, motivador da crise na mobilidade urbana, com a poluição vigente.
Ademais, atribui-se o apego pelo conforto no que tange à abundância de automóveis no perímetro urbano. A respeito disso, o escritor Mark Kennedy pontua que as maiores invenções do homem, como o carro e a internet, dizem pouco sobre sua inteligência, mas muito sobre a sua preguiça. Diante disso, é notória a razão pela qual opta-se pelo carro prório em preferência ao transporte público, por exemplo, o que justifica a quantidade de tráfego.
Isto posto, revela-se a relação entre a crise no trânsito urbano, o apego pela comodidade e a problemática da poluição. Portanto, para que haja um progresso sustentável urge que o Governo Federal invista verbas diretamente no sistema de transporte público, a fim de diminuir a quantidade de automóveis em circulação e, assim, a queima de combustíveis fósseis. Dessa forma, resolver-se-á, também a questão do conforto, visto que, uma vez que hajam investimentos, os transportes públicos tendem a melhorar significativamente. Somente assim será possível dispor de um meio urbano mais sustentável e dinâmica.