A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 03/07/2020

A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII na Inglaterra, marcou o crescimento das cidades, uma vez que os operários migravam para a região das indústrias e esse acúmulo populacional aumentava a dinâmica local. Hodiernamente, os centros urbanos são característicos do mundo globalizado e a população exige de uma mobilidade urbana de qualidade para que seja possível a locomoção nos extensos perímetros municipais. Nesse contexto, a deslocação brasileira está em crescente crise devido a infraestrutura falha, além de contribuir para o aumento da poluição.

Em primeira análise, vale ressaltar que a mobilidade urbana brasileira carece de uma infraestrutura satisfatória. Para ilustrar, os serviços públicos que são oferecidos a sociedade não são de qualidade e muitas vezes, por exemplo, cobram altos preços pelas passagens, além de que elas não correspondem à quantidade de faixas de ônibus e linhas de metrô distribuídas pela cidade. Logo, as pessoas optam por comprar carros, que são um meio de transporte mais ágil e com maior conforto e segurança.

Concomitantemente, o número de carros circulando nas cidades contribui para o aumento da poluição ambiental. Exemplificando, os automóveis liberam, pela queima do combustível, elevadas quantidades de CO2 para a atmosfera e esse gás intensifica o aquecimento global e seus efeitos, como a escassez de água em certas regiões. Destarte, é preciso amenizar esse evento climático agravado pela crise na locomoção brasileira, e segundo o autor Henri Lefebvre a questão da mobilidade urbana só é solucionada quando se garante uma rede intermodal de transportes.

Portanto, fica evidente a necessidade de resolver a crise na locomoção das cidades brasileiras. Para tanto, cabe ao Governo, em parceria com empresas privadas, melhorar a infraestrutura e oferecer para a população um melhor transporte, isso seria efetivado por meio da ampliação das linhas de ônibus e metrô, a fim de diminuir a circulação de muitos carros nas avenidas, a poluição ambiental e estimular o uso ao transporte público. Dessa forma, será possível oferecer uma rede intermodal de qualidade.