A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 14/03/2020
O processo de urbanização no Brasil ocorreu de forma rápida e desordenada possibilitando que um grande contingente de pessoas migrasse do campo para cidade, ampliando os problemas sociais, já existentes nas metrópoles. Nota-se que com o aumento da população a crise da mobilidade urbana tem crescido,devido à omissão do Estado e a decadência do transporte público.
É notório que, durante o mandato de Juscelino Kubitschek, o Brasil teve sua matriz rodoviária fortalecida e as empresas automobilísticas receberam altos investimentos, essas ações do ex-presidente influenciam ainda hoje a compra de carros e motocicletas gerando longos congestionamentos e acidentes diários. Além disso, desde 2012, a cidade do Rio de Janeiro possui o maior médio de deslocamento casa- trabalho no país, de acordo com os números da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), o que intensifica o trânsito na metrópole.
Segundo a revista cartacapital, 71% dos brasileiros se dizem insatisfeitos com a qualidade do serviço de ônibus, trem e metrô. Isso acontece pela falta de assentos, por um alto preço das passagense até pelos assaltos que ocorrem nos transportes públicos, viabilizando assim a tendência de grande parte da população em priorizar veículos automotores individuais.
Portanto, fica claro que a adoção de medidas para mitigar a crise da mobilidade urbana no país torna-se imprescindível. Logo, fica a cargo das empresas de transportes públicos a oferta de melhores estruturas desse meio, promovendo uma maior adoção desse pela sociedade. Ademais é necessário que o Estado invista na construção de ciclovias que permitam a locomoção pela maior parte das cidades, oferecendo à população uma forma mais econômica e rápida de transporte.