A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 31/03/2020

De acordo com a Lei 12.587/12 da Constituição, as cidades devem oferecer infraestrutura necessária para a mobilidade urbana. Contudo, na maioria delas há a falta de planejamento do espaço urbano, consequente do crescimento desordenado, e precariedade dos transportes pública, tal qual fomenta a fadiga da sociedade - decorrente do estresse diário nos meios de transportes. Nesse sentido, a ineficiência de políticas públicas inviabilizam a locomoção e causa frustrações e cansaço, os quais se manifestam na forma de distúrbios psíquicos, nesses cidadãos.

A princípio, ressalta-se que grande parte das cidades brasileiras não foram planejadas, como ocorreu com Brasília no Governo de Juscelino Kubitschek. Isso faz com que os municípios se expandam descontroladamente, de modo que o sistema de locomoção torne-se impróprio, desde faixas de pedestres a linhas férreas e rodovias degradantes. Um exemplo disso é o caso de muitos ônibus que não conseguem chegar em algumas áreas, tal como favelas - uma vez que não há espaço necessário  e falta ruas pavimentadas para a sua passagem, conforme o documentário brasileiro ‘‘A Liga’’. Desse modo, o crescimento desordenado criou um ambiente propício para a decadência da mobilidade urbana, de forma que conta com dificuldades no transporte urbano.

Ademais, considera-se que a sociedade vive em fadiga constante pelo acúmulo de frustrações diárias, consoante ao filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, na sua obra “Sociedade do cansaço”. Essa ocorre porque, além do estresse no trabalho, as pessoas convivem com transportes públicos precários, velhos, superlotados, com chance de atraso e estrago no meio da trajetória, de maneira que o estresse gera o acúmulo de distúrbios psíquicos. Por exemplo, a Síndrome de Bournout caracteriza-se pelo estado depressivo e exaustão extrema, consecutivo  ao esgotamento físico e mental intenso. Dessa forma, a sociedade pode tornar-se enferma pelo desgaste mental.

Portanto, a fim de melhorar a qualidade dos meios de transporte,primeiramente, os municípios devem promover o melhoramento dos locais públicos de locomoção, como ciclovias, calçadas para pedestres e rodovias, por meio de asfaltamento, sinalização apropriada das ruas e conserto ruas e calçadas. . Outrossim, as prefeituras, na posição de regulador e contratante do transporte público, deve fiscalizar a estrutura dos meios, por intermédio da criação de um cargo voltado a isso, para que haja o estabelecimento ideal de cada passageiro. Assim, melhorará a crise de mobilidade urbana nas cidades brasileiras.