A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 29/04/2020

Ver com novos olhos

O Brasil ocupa hoje o quinto lugar dentre os países com as maiores populações no mundo, fato que pode ser ligado diretamente com o alto número de veículos que trafegam nas ruas. O crescente aumento na aquisição de carros, principalmente nas grandes metrópoles, bem como a falta de incentivo e  de valorização de outros meios de transporte, são fatores agravantes da crise na mobilidade urbana, a qual o país enfrenta.

Segundo uma pesquisa do jornal O Globo, o número de veículos novos no país cresceu 8,7% no ano de 2019. Apesar de ser uma nação em desenvolvimento, o Brasil expressa um grande avanço quando se trata da melhora nas condições de acesso aos bens de consumo. As montadoras vêm investindo cada vez mais em modelos populares, com preços mais acessíveis fato, o qual, possibilita que uma maior parte da população tenha acesso a esse meio de transporte, entretanto a consequência se mostra ser o aumento no número de carros nas ruas, que somados as intensas frotas de transporte público, contribuem com o crescimento do caos que se encontra a mobilidade nas grandes cidades.

Ademais, a cultura do menos é mais ainda encontra dificuldades ao se encaixar na sociedade contemporânea. O status de poder que ter um carro proporciona ainda não foi substituído pelo prazer de poder admirar mais o caminho em um trajeto de bicicleta, isso, somado ao fato de que os meios alternativos de transporte não ganham a devida valorização e o incentivo das autoridades de cada município, reflete na baixa procura por parte da população. Segundo dados do jornal Folha de São Paulo, as ciclovias representam somente 1% da malha viária das capitais do país.

Logo, para que a diminuição da crise na mobilidade urbana venha a ser uma realidade, medidas se fazem necessárias. O ministério da infraestrutura, em conjunto com o governo de cada estado, deve criar um projeto que vise incentivar a construção de ciclovias e consequentemente o uso de outras formas de locomoção, por meio de leis que exijam um percentual de ciclovias por cidade, bem como propagandas que demonstrem os benefícios que essas práticas alternativas podem trazer, para que com isso as pessoas enxerguem com novos olhos esses meios de transporte e as cidades possam ter um trânsito mais limpo.