A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 25/03/2020
Compreendida como um conjunto de políticas de transporte e de circulação, a mobilidade urbana visa, por meio de maneiras efetivas e socialmente inclusivas, proporcionar acesso amplo e democrático para os cidadãos aos seus locais desejados. Contudo, no Brasil, desde os últimos anos do século XX, nos quais o país de carência infraestrutural tornou-se majoritariamente urbano, essa locomobilidade enfrenta progressiva instabilidade para se instaurar de modo eficiente na nação, afetando negativamente a sua dinâmica social. Sendo assim, os órgãos governamentais brasileiros devem focar em medidas para solucionar essa crescente crise na flexibilidade urbana nacional.
Nesse contexto, destaca-se como um dos potencializadores do colapso da mobilidade no perímetro urbano brasileiro, a utilização, em massa, de um único modal de transporte, o rodoviário. Esse tipo de meio de locomoção teve sua implantação na década de 1950, no governo do presidente Juscelino Kubitschek, com objetivo de impulsionar as vendas das indústrias automobilísticas firmadas na nação. Entretanto, com o aumento dos recursos atrativos nas cidades e consequente dificuldade de adquirir renda no meio rural, a quantidade de indivíduos na área urbana elevou-se, e por conseguinte, a necessidade de modais para locomover se ampliou. Assim, com a má qualidade dos transportes públicos e com a sua ineficiência, em virtude, sobretudo, da péssima infraestrutura das rodovias, grande parte dos cidadãos passaram a optar por veículos particulares em detrimento dos comuns, sobrecarregando, dessa maneira, o meio rodoviário.
Em consequência disso, muitos brasileiros, em especial os das grandes metrópoles, que utilizam as rodovias para estarem na área pretendida, ficam boa parte dos seus tempos submetidos a engarramentos. De acordo com dados do portal de notícia “G1”, em média, o paulistano pode passar até 45 dias do ano no trânsito. Posto isso, a qualidade de vida desses indivíduos é afetada diretamente, visto que a espera no tráfego é estressante e gera cansaços físico e mental. Deste modo, com o fluxo limitado e a falta de paciência de alguns motoristas, a ocorrência de acidentes nas vias é inevitável, o que compromete o estado de bem-estar social quisto pela maioria da população e pelo governo.
Portanto, a fim de amenizar os prejuízos dessa crise de mobilidade urbana, cabe ao governo federal, em parceria com o estadual, investirem em projetos que visem variar as espécies de transporte, por meio do estudo do relevo de cada região do país, analisando, destarte, qual melhor tipo de modal a ser implementado na área. Ademais, compete também ao governo estadual, aumentar a frota dos transportes públicos e melhora-los, mediante instalação de assentos confortáveis e ares-condicionados, aspirando, assim, diminuir o uso de veículos particulares e o conforto dos cidadãos.