A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 25/10/2019

Durante o Governo de Juscelino Kubitschek, uma das medidas de seu plano desenvolvimentista foi a integração territorial. Com isso, criou uma campanha de construção de rodovias e propiciou uma abertura econômica as indústrias automobilísticas. Em consequência disso, ocorreu no país um aumento exacerbado do número de carros , o que trouxe grandes entraves ao transporte brasileiro. Sendo assim, é preciso analisar as causas e consequências dessa problemática.

Em primeiro lugar, é importante destacar as falhas no sistema de transporte do país. Acerca disso, observa-se a precária infraestrutura dos transportes coletivos. Isso se comprova ao analisarmos as superlotações em ônibus e metrôs. Além disso, nota-se que o número de ciclovias em grandes cidades não é o suficiente para atender a população, o que diminui o número de pessoas que utilizam as ciclovias. Nesse sentido, é imperioso buscar alternativas para resolver tal situação.

Outrossim, é válido ressaltar as consequências ocasionadas pela irregularidade no sistema de transporte brasileiro. No atual contexto, em que o tempo comanda as ações pessoais, as pessoas optam pela aquisição de automóveis próprios, visando poupar tempo. Devido a isso, o número de poluentes emitidos pelos carros cresce exponencialmente, fazendo-se necessária uma diminuição do número de carros próprios. Com efeito, a poluição gerada pelos veículos pode trazer riscos não só aos seres humanos, como também a todo o meio ambiente.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de contornar possíveis consequências geradas pela crise da mobilidade urbana. Dessa forma, cabe ao Governo ampliar os investimentos direcionados ao transporte público, além de aumentar a quantidade de ciclovias pelas cidades, a fim de aumentar o número de pessoas que utilizam esses meios. Ademais, é papel da Mídia influenciar a população a utilizar o transporte público, advertindo a todos as consequências do uso excessivo de automóveis próprios. Somente assim, será possível garantir o direito de ir e vir a todos os cidadãos.