A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 25/10/2019
O Plano de Metas de Juscelino Kubitschek previa investimentos em diversos setores, entre eles o setor do transporte. Assim houve a construção de estradas e de linhas férreas ligando várias partes do país. Porém com o passar do tempo o Brasil passou a viver uma crise relacionada a mobilidade urbana. Isso vem sendo uma problemática, pois gera diversas consequências, tais como produção de ilhas de calor, poluição, atrasos e estresse. É evidente que o que gera o impasse é a péssima estrutura dos transportes públicos nas cidades, o que incentiva a compra de carros pelas pessoas.
É notável a precariedade dos transportes públicos. Ao contrário do direito de ir e vir previsto na Constituição de 1988, a população brasileira não usufrui desse direito como deveria, já que o monopólio das empresas de transporte visam somente o lucro. Dessa forma a população enfrenta preços abusivos, veículos precários, sem segurança e com deslocamentos mal planejados. Contudo, se os ônibus, metrôs e trens tivessem qualidade eles ocupariam menos espaço, além de carregar mais passageiros.
Consequentemente as pessoas passaram a ter a necessidade de comprarem carros. Ainda durante o governo de Kubitschek, o Brasil recebeu pela primeira vez uma indústria automobilística. Nessa contexto foi criada uma cultura em que esses automóveis eram um sinônimo de status social. Em contrapartida, presentemente eles deixaram de ser um luxo para ser uma necessidade, já que conseguir se locomover através de do que não é privado é uma tarefa complexa. Assim o número de carros nas ruas aumenta, o que intensifica o tráfego urbano.
Logo, medidas são necessárias para amenizar a problemática. Para que a crise na mobilidade urbana seja solucionada, urge que o governo em parceria com as empresas de transporte ofertem um deslocamento de qualidade, por meio da destinação de mais verbas governamentais na questão do tráfego nas cidades. Eles teriam que disponibilizar mais ônibus, com mais segurança, melhores estruturas e passagem mais baratas. Assim a população iria optar pelo transporte público em vez de seus carros, ajudando na mobilidade.