A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 23/10/2019

No período do governo JK, houve grande impulsionamento da indústria automobilística e, simultaneamente, o crescimento e a implantação de novas rodovias no Brasil, o que contribuiu para o desenvolvimento do país. No entanto, tais acontecimentos refletem na atual crise na mobilidade urbana, causada pelo crescimento demasiado do número de automóveis, e que gera transtornos mentais na população que vive essa realidade brasileira.

A priori, um dos fatores que afetam o movimento urbano nacional é o crescimento automotivo exagerado. Esse aumento, segundo dados do Observatório das Metrópoles, foi de 138%, entre 2002 e 2012. Enquanto isso, o crescimento populacional foi de apenas 12%, o que reflete uma desproporcionalidade. Sendo assim, surge uma superlotação veicular nas cidades, comprometendo a fluidez do trânsito.

Posteriormente, a crise na mobilidade urbana impacta na saúde mental de parte dos brasileiros. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 30% dos moradores da Região Metropolitana de São Paulo apresentam transtornos mentais decorrentes do estresse no trânsito. Vale ressaltar que, se o problema em questão permanecer na sociedade, o restante da população brasileira pode sofrer com essa consequência. Com isso, os afazeres diários das vítimas podem ser afetados, pois, segundo o poeta romano Juvenal, “mente sã, corpo são”.

Diante dos argumentos supracitados, é dever do Ministério da Infraestrutura, por meio de verbas de impostos, não só reforçar as frotas de transporte coletivo como, também, por meio de recursos midiáticos- propagandas e redes sociais, por exemplo-, conduzir o cidadão ao uso do modal de massa em detrimento do individual. Isso, com o intuito de reduzir o volume de veículos nas ruas- já que é inviável inibir a compra desses- e, posteriormente, reduzir o estresse provocado pelo trânsito agitado, atenuando os transtornos mentais. Somente assim o avanço do país no passado mostrar-se-á pleno nos os dias de hoje.