A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 23/10/2019

Segundo o princípio fundamental da Terceira Lei de Newton, dois corpos não ocupam o mesmo espaço em um mesmo tempo. Sendo assim, um reflexo disso são os milhares de carros que tentam circular todos os dias, em horários de pico, pelas estradas mais famosas do país, causando trânsito lento e caos urbano.

Em primeiro plano, é indubitável ressaltar que a indústria automobilística, no Brasil, começou a crescer no final da década de 50, durante o Governo de Juscelino Kubitschek. Desse modo, a cultura de ter um transporte restrito foi recentemente adquirido pelas famílias brasileiras, que chegam a obter até três carros na garagem, corroborando, não somente, para a ausência de mobilidade urbana, mas também, para a emissão de gases poluentes na atmosfera que intensificam o efeito estufa e causam o aquecimento global.

Outrossim, a negligência do governo em promover a segurança e o conforto nos transportes públicos é outro motivo pelo qual a população opta por utilizar o próprio veículo. Segundo o filósofo, Thomas Hobbes, em seus estudos sobre a origem contratual do Estado, esse mesmo Estado deve ser o responsável pela garantia do bom convívio em sociedade através de regras. No entanto, na prática, as autoridades não cumprem efetivamente o seu papel nesse setor.

Evidencia-se, portanto, que a crise na mobilidade urbana é um obstáculo para o desenvolvimento do país. À vista disso, é imprescindível que o Governo Federal invista na ampliação de ciclovias e reforma de calçadas a fim de possibilitar outros meios de locomoção, como a bicicleta e a caminhada. Além disso, deve promover a segurança em transportes públicos, reforçando as políticas de fiscalização dentro de metrôs e ônibus. Por fim, a população pode contribuir na compra de carros híbridos, ou seja, automóveis que emitem menos gases tóxicos. Adotando essas medidas, será possível garantir o bom fluxo da sociedade que Hobbes mencionou.