A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 22/10/2019
De acordo com Carlos Drummond, há pedras no meio do caminho da sociedade; no contexto brasileiro atual, a crise na mobilidade urbana é uma delas. Sobre esse cenário, observa-se os baixos investimentos no setor de transportes coletivos e a priorização das rodovias como as principais causas da instabilidade. Com efeito, medidas são necessárias para transformar essa realidade e assegurar um futuro promissor.
A priori, é necessário pontuar a falta de recursos para a melhoria do sistema de mobilidade público, uma vez que esse fato corrobora para a instabilidade da locomoção dos cidadãos. Isso ocorre, pois, com o sucateamento, os veículos compartilhados, como os ônibus, encontram-se constantemente superlotados e não oferecem segurança ao indivíduo. Como consequência disso, maior parte dos brasileiros opta por automóveis privados, o que ocasiona o aumento do número de carros nas ruas e dos congestionamentos diários, gerando a crise. Prova disso é a pesquisa do Portal G1, a qual aponta que, entre 10 brasileiros, 4 preferem os carros particulares por não se sentirem seguros nos meios de transporte compartilhados. Desse modo, é impreterível que haja maior investimento nessa área.
A posteriori, também é importante ressaltar que, por privilegiar o sistema rodoviário, o Brasil encontra-se em crise no setor da mobilidade. Deve-se esse fato ao estímulo histórico à aquisição de automóveis, iniciado durante o governo de Juscelino Kubitschek, o qual buscava modernizar o país por meio da inserção desses. A partir disso, o Governo adaptou o território, priorizando a instalação de rodovias, porém, não realizou obras em outros setores importantes, a exemplo das ferrovias e das hidrovias. Nesse sentido, é evidente que, no atual cenário do país, há a reverberação desses eventos, visto que, com a ausência de opções, maioria dos cidadãos concentra-se nas ruas e estradas e, assim, surge o caos na mobilidade. Sendo assim, é indispensável a instalação de outras vias de locomoção.
Portanto, é evidente que a crise na mobilidade urbana é grave e deve ser resolvida. Dito isso, cabe aos Governos Municipais, como responsáveis pela manutenção do patrimônio público de cada cidade, realizar reformas no setor de transportes coletivos, por meio de investimentos na estrutura dos veículos e da disponibilização de policiamento para os mesmos, com a finalidade de atrair um maior número de cidadãos e, dessa forma, diminuir a quantidade de carros presentes nas ruas. Ademais, o Estado deve instalar ferrovias, hidrovias e ciclovias em rotas estratégicas, por intermédio de novas obras públicas, a fim de atenuar a concentração de automóveis nas rodovias e, então, execrar o caos existente nessas áreas. Feito isso, a pedra citada por Drummond será removida e assegurar-se-á um futuro promissor sem a crise em pauta.