A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 22/10/2019

Atualmente, o mundo passa pela Terceira Revolução Industrial, cujas principais características são, a automação, informática e eletrônica. Nesse sentido, há um incentivo a compra de automóveis para aqueles que buscam maior conforto e praticidade no cotidiano, ocasionando muitas vezes engarrafamento, dificultando assim a mobilidade. Isso ocorre muitas vezes por conta do déficit existente na qualidade dos transportes públicos. Portanto, é necessário buscar caminho que promovam a garantia de circulação dos indivíduos, presente no Art.5 da Constituição de 88 para que assim minimizem a quantidade de veículos nas ruas.

A maior parte das cidades não possui uma infraestrutura adequada que possa abrigar esse novo contingente populacional. Assim, o deslocamento das pessoas e dos veículos no espaço urbano tem sido um desafio. De acordo com uma pesquisa feita pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), os brasileiros gastam em média cerca de 2h por dia no trânsito, a situação é ainda pior na cidade de São Paulo, onde o tempo gasto ultrapassa essas duas horas para 23% dos paulistanos.

Em virtude disso, evidencia-se congestionamentos gerados principalmente pelo excesso de veículos individual, transportes públicos superlotados, valor cobrado das passagens incompatível com o serviço oferecido, falta de conforto, segurança e aumento da poluição, ocasionando transtornos enfrentados pelo cidadão que definitivamente tem sua qualidade de vida afetada, afinal, suas reais necessidades são ignoradas.

Fica evidente, portanto, que a falta de mobilidade urbana está provocando adversidades para a população brasileira, sendo necessárias medidas para atenuar esse impasse. Desse modo é necessária a atuação do Estado juntamente com Ministério e empresas de transporte para reduzir o número de carros circulantes, como exemplo da Europa que aumentou a tarifa dos combustíveis, dos estacionamentos e instaurou pedágio urbano. Porém, essas medidas devem vir acompanhadas de investimento público em outros modais e melhorias na infraestrutura das cidades, como a implementação de ciclovias, ampliação das calçadas, melhor distribuição das faixas de pedestres, bem como a investida em ônibus, tornando-os mais confortáveis e baratos. É válido perceber que quanto mais coletivo, melhor é o transporte e mais fácil será locomover-se nas cidades.