A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 22/10/2019

O musical La La Land se passa em Los Angeles e começa com uma cena de trânsito intenso na cidade grande, onde é possível ver diversos carros parados e buzinando. Porém, fora da ficção não é muito diferente. No Brasil, principalmente em cidades grandes como São Paulo, é possível ficar até 3 horas por dia no trânsito, segundo dados do IBOPE. É necessário então, analisar as causas e consequências da situação.

O transporte público, que poderia ser uma solução, acaba se tornando um problema. De acordo com o IBOPE, a lotação nos ônibus passou de 36% em 2014 para 59% em 2019. Além disso, as ciclovias são poucas e má estruturadas, promovendo diversos acidentes com bicicletas e patinetes elétricos. A pouca frota, a demora e a segurança, estimulam a população a comprar carros ou a usar aplicativos, como a Uber e a 99Pop, intensificando o trânsito.

Assim, com o aumento de carros nas ruas, temos também o aumento da poluição sonora, com o uso das buzinas, e da poluição ambiental, com os gases emitidos pelos escapamentos dos veículos. A longo prazo, esses poluentes podem afetar a qualidade de vida da população, conforme mostra pesquisa do IBOPE, em que 44% dos brasileiros já tiveram problemas de saúde relacionado à poluição.

Parafraseando Confúcio, não corrigir nossos erros é o mesmo que cometer novos. Logo, é fundamental pensar em soluções para o problema. O Ministério da Infraestrutura, a fim de melhorar o transporte público, deve criar novas linhas de ônibus, evitando a super lotação. Deve também, juntamente com aplicativos de bicicletas, como a Yellow, criar leis que melhorem a segurança nas ciclovias, evitando acidentes. Dessa forma, será possível começar a resolver a crise da mobilidade urbana no Brasil.