A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 22/10/2019
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, a realidade se contrapõe ao que o autor prega, tendo em vista que a crescente crise da mobilidade urbana brasileira apresenta barreiras para a concretização do plano de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária, cabe avaliar os fatores que influenciam nessa problemática.
Precipuamente, é fulcral pontuar que as frequentes lotações no trânsito deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais ocorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, a infraestrutura rodoviária brasileira tem se mostrado ineficiente, pois ela não consegue atender a grande demanda, o que acaba gerando transtornos para os motoristas. Desse modo, faz- se mister a reformulação da postura estatal de forma urgente.
Ademais, é importante salientar a influência midiática como promotora do problema. Segundo previsões, estima-se que esteja faltando 284 mil veículos para lotar o trânsito de Campinas e “travar” os acessos à cidade, o que na prática pode acontecer devido ao grande aumento da frota de automóveis. Partindo desse pressuposto, vê-se que que o carro ainda tem maior preferência pelas pessoas, isso acontece porque elas são bombardeadas diariamente com propaganda e motivações para para adquirir o seu, o que contribui para esse quadro preocupante.
Assim, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a crise da mobilidade urbana, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contras da União direcione capital que, por intermédio do Ministério do Transporte, será revertido em melhorias no transporte público, por meio da criação de uma infraestrutura que promova uma maior agilidade e capacidade de passageiros. Desse modo, atenuar-se-á, a médio e longo prazo a quantidade de carros nas rodovias, dessa forma, a coletividade estará mais perto da Utopia de More.