A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 22/10/2019
Oriundo da Segunda Revolução Industrial, o Fordismo foi um sistema criado pela empresa automobilística “Ford”, que buscava a produção em massa para, com isso, vender em larga escala. Apesar de não ser mais tão utilizado, no limiar do século XXI, o Sistema Capitalista herdou um dos principais objetivos dessa transnacional- o consumo exacerbado de veículos. Sob esse viés, percebe-se que há uma crescente crise na mobilidade urbana no Brasil, fato que desrespeita a Constituição e os direitos naturais do ser humano.
A priori, de acordo com o Artigo 6 da Carta Magna brasileira de 1988, o transporte é um direito social. Todavia, a falta de recursos públicos para cumprir essa determinação fere o previsto em lei, uma vez que muitos cidadãos não tem acesso ao transporte governamental, que é pago, ou sofrem com a superlotação de ônibus, por exemplo. Ademais, pela falta da qualidade no serviço oferecido pelo Estado, pessoas com condições financeiras melhores optam pela compra de veículos próprios. Em suma, é dever do País garantir transporte público, tornando-o acessível para todos.
Outrossim, conforme o preceito do filósofo John Locke, os seres humanos possuem direitos naturais e, desse modo, se organizam em prol de uma sociedade para proteger tais direitos. De maneira análoga, entende-se que mobilidade é natural das pessoas, por isso, compete ao cidadão ficar a tento a essa questão, de modo a pressionar o Estado, para que, assim, medidas sejam tomadas com a finalidade de mitigar tal problemática através de sua discussão no âmbito social.
Percebe-se, portanto, que a crise na mobilidade urbana é uma problemática que necessita ser atenuada. Para tanto, compete ao Ministério do Desenvolvimento Regional, em parceria com os estados, aumentar o número de transportes coletivos nas capitais, por meio da liberação de verbas públicas. Com veículos regionais menos lotados, os cidadãos teriam incentivo a usar tais meios de locomoção. A partir dessas ações, os direitos naturais de Locke e a Constituição serão respeitados.