A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 21/10/2019
A vinda da indústria automobilística e a construção de rodovias foram características do governo de Juscelino Kubitscheck. Essas medidas , em boa parte, estimularam o crescimento do modal rodoviário no país, mas contribuíram para problemas como o elevado número de veículos, a poluição oriunda deles e possui, e possui a segregação urbana como uma das causas.
Em primeiro lugar, ressalta-se a elevada frota de veículos que circulam nas cidades do Brasil e as consequências negativas advindas disso. De acordo com o portal de notícias G1, há mais de 43 milhões de veículos automotores no país. Esses dados também são alarmantes especialmente em grandes cidades; em São Paulo, conforme o mesmo site, há pelo menos um milhão deles nas ruas. Além de estarem em grande quantidade, os automóveis funcionam, desde a Segunda Revolução Industrial, a partir da queima de combustíveis fósseis, que liberam gases prejudiciais ao equilíbrio ambiental e à saúde. O gás carbônico, por exemplo, capaz de absorver calor e de aumentar a temperatura global. Por sua vez, o monóxido de carbono atua substituindo o oxigênio do sangue e ligando-se às hemácias, o que pode ocasionar, segundo a Organização Mundial da Saúde, morte por asfixia. Nesse sentido, destaca-se a grave problemática existente no cenário citadino brasileiro.
Ademais, o fenômeno da exclusão urbana é um agravante do dilema. Esse processo é descrito pela Geografia e constata que as populações mais pobres tendem a viver afastadas dos centros urbanos. Por conseguinte, grande parte dessas pessoas precisam deslocar-se por mais tempo para chegarem ao trabalho, o que gera grande aumento do fluxo de transportes. Portanto, é evidente que o fenômeno da separação socioespacial contribui para o gradual aumento da crise na mobilidade.
Outrossim, é fundamental notar que os imbróglios existentes na conjuntura urbana brasileira pode afetar a vivência de muitas pessoas no futuro. Isso porque as consequências dos intensos problemas existentes no trânsito brasileiro afetam toda a sociedade. Consoante o filósofo Edmund Burke, a sociedade é composta pelos indivíduos que morreram, que estão vivos e que ainda nascerão. Portanto, é fundamental minimizar os impactos dessa problemática, uma vez que ela afetará muitas pessoas.
Logo, é essencial que aconteçam mudanças para minimizar esse problema. Primeiramente, é dever do Ministério da Infraestrutura, órgão do poder executivo, estimular o desenvolvimento de outros modais e reduzir as emissões de gases tóxicos, por meio do investimento direto de verbas nas indústrias de transporte, de modo a reduzir os efeitos negativos da grande movimentação de veículos para a saúde. Tudo isso com o fito de melhorar a situação da circulação em centros urbanos. Só assim, as inovações que ocorreram durante a presidência de Juscelino trarão mais benefícios para todos os brasileiros.