A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 22/10/2019

Superlotação. Transito caótico. Acessibilidade precária. Veículos quebrados. Esses são apenas alguns dos problemas enfrentados por milhares de brasileiros todos os dias. Sendo assim, é visível que a mobilidade urbana brasileira apresenta falhas em relação à qualidade dos serviços oferecidos, seja por deficiências estruturais, seja pela falta de políticas públicas, o que tem causado grande descontentamento aos dependentes desses meios de transporte. Logo, remediar tal problema é imprescindível.

Em primeira análise, vale ressaltar as deficiências estruturais como uma das causas da crise na mobilidade urbana. Acerca dessa premissa, embora a carta magna do país declarar o direito de ir e vir como uma das garantias fundamentais a qualquer cidadão, nota-se a passividade governamental no que concerne à efetivação desse direito. Prova disso são as precárias condições dos transportes coletivos, aliadas aos altos preços das passagens , o que impulsiona a população a optar por outras formas de locomoção. Por consequência, segundo uma pesquisa do jornal Datafollha, a frota de automóveis no Brasil cresceu 400% nos últimos anos, contribuindo para o grave problema dos engarrafamentos nos grandes centros.

Em segunda análise, a inexistência de políticas públicas relacionadas ao uso dos transportes de massa também está entre as raízes do problema. A esse respeito, O escritor George Orwell defende que a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa, nessa perspectiva, percebe-se que o congestionamento urbano brasileiro é fruto da negligência do estado no tocante à mobilização social, haja vista a escassez de campanhas que estimulam o uso de transportes coletivos como o ônibus, o metrô, e até mesmo, os não poluentes ao ambiente como as bicicletas. Nesse sentido, orientar a população é essencial para resolver esse conflito.

È importante, portanto, que medidas sejam tomadas para resolver essa seria questão. È preciso que o governo invista em melhorias nos transportes públicos através de reformas dos ônibus  e metrôs que já estão em circulação, além de aumentar a frota desses veículos, reduzir o preço das passagens, e construir mais ciclovias, para proporcionar conforto, agilidade, evitar a superlotação e assegurar o bem estar da população sem prejudicar as futuras gerações. Outrossim, o governo deve também usufruir do poder persuasivo da mídia através de campanhas publicitárias que estimulem o uso dos transportes coletivos , promovendo a orientação da sociedade sobre os benefícios sociais, econômicos e ambientais que essa ação pode trazer. Dessa forma, será possível garantir a dignidade e a satisfação dos dependentes desses transportes e acabar com a crise na mobilidade urbana brasileira.