A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 21/10/2019
A ditadura militar iniciada em 1964 desmontou diversas ferrovias brasileiras, com o plano de estimular o modal rodoviário e a indústria automotiva. Por isso, hoje o transporte de cargas é realizado principalmente por caminhões, que ocupam as rodovias prejudicando a mobilidade urbana brasileira. Ademais, a falta de transportes públicos de qualidade provocada pela falta de concorrência entre empresas regionais de transporte público, estimulam seu não uso por parte dos cidadãos devido aos altos preços e baixa qualidade. Por isso, a construção de ferrovias e o aumento da concorrência, solucionaria a crescente crise na mobilidade urbana brasileira.
O modal ferroviário é de extrema importância no transporte de cargas no Brasil, os trens de carga além de serem mais rápidos e terem maior capacidade de transporte de cargas, diferentemente dos caminhões, não disputam espaço nas rodovias com os carros. Por isso, a expansão por parte do governo federal das ferrovias brasileiras, diminuiria muito o número de caminhões de cargas nas rodovias possibilitando um transido mais fluído.
Somada com a expansão de ferrovias, deveria ocorrer também a abertura do mercado de transportes públicos. Pois atualmente, não há como abrir uma empresa de transporte público local sem a concessão do Estado, como fez o uber que abriu uma empresa de transporte público via aplicativo para concorrer com o táxi, oferecendo preços mais baixos e melhor qualidade. Com o aumento da concorrência, o Brasil teria um transporte público com maior qualidade e menor preço, estimulando assim seu uso por parte dos cidadãos.
Tais problemas podem ser solucionados pelos governos estaduais e federais. Por isso, o presidente deve com seu ministro da infraestrutura, investir na expansão da malha ferroviária brasileira, e as câmaras dos deputados estaduais precisam extinguir a necessidade de concessões públicas para o funcionamento de empresas de ônibus.