A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 20/10/2019

Em 1950, o atual presidente do Brasil do período, Juscelino Kubitschek, com seu planejamento de governo o plano de metas, investiu fortemente em rodovias para atrair empresas e investidores, gerar empregos e aumentar a economia. Contudo, trouxe também a cultura automobilística ,que se manifesta na crescente crise da mobilidade urbana no pais. Fatores que corroboram para essa problemática são: descasos governamentais e aspectos sociais.

Em primeira análise, é notável a má qualidade nos serviços públicos, como o transporte, desde insegurança, atrasos e taxas de passagem abusivas. Além do mais, sabe-se que a indústria automotiva facilitou bastante a aquisição de veículos.Consequentemente,a maioria da população opta por um meio particular. Logo, agravando o problema da mobilidade e do meio ambiente, pois, os transportes movidos por combustão são responsáveis por 25% da poluição atmosférica do planeta.

Ademais, o filósofo Émile Durkheim, em seu conceito de fato social, define o indivíduo como produto do meio em que está inserido. De forma análoga, podemos associar ao preconceito atrelado ao uso dos transportes públicos. Diferentemente, de países de primeiro mundo, como a França que mais de 50% da população faz uso desses meios, vale salientar, que a sociedade dispõe de uma boa estrutura e muitas estações de metrô por exemplo.

Portanto, medidas são necessárias para erradicar a questão. O Poder Público junto ao Ministério de Infraestrutura, deve investir na qualidade do transporte público, oferecendo segurança, pontualidade e taxas justas. Não só isso, mas também uma organização de tráfego, sobretudo nos centros urbanos, para que a população prefira esses meios. Por fim, é fundamental uma projeto de reeducação ambiental nas escolas, por meio de debates com temáticas estimulando a sustentabilidade e preservação ambiental. Assim, talvez, consigamos cessar essa problemática que afeta a todos.