A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 20/10/2019
Henry Ford, em 1880, revolucionou as industrias com o modelo de produção baseado em alta produtividade, resultando em milhares de veículos nas cidades, as quais, não estavam preparadas para tal cenário. Assim, pela primeira vez, houve uma crise de mobilidade urbana. Porém, cerca de 150 anos após a revolução fordista, o Brasil ainda apresenta problemas com deslocamento urbano. Esse cenário é explicado pelo descaso do Estado em propor soluções para a violência urbana, assim como a pouca dinâmica do sistema rodoviário brasileiro.
A priori, é necessário destacar que o Brasil é um país extremamente violento. Segundo a ONU, o Brasil é o décimo quinto país mais violento do mundo. Esse cenário, também é presente no transporte público, no qual ocorre um assalto a cada 90 minutos. Dessa forma, os transportes públicos são evitados, uma vez que o sentimento de medo desincentiva a usá-los. Tal fato acarreta o crescimento do número de veículos nas ruas, levando a um cenário de engarrafamento e lentidão.
A posteriori, é necessário elencar a herança histórica rodoviarista do Brasil. Com o governo JK, em 1960, houve um grande investimento no sistema rodoviário brasileiro, em detrimento a outras formas de locomoção. Nesse cenário, há uma negligência do Estado, o qual não buscou diversificar a matriz rodoviária do país, resultando num sistema saturado de veículos pesados, os quais dificultam a fluidez do trânsito.
É preciso que o poder Legislativo proponha uma lei que exija a presença de um segurança dentro dos ônibus e metrôs, visando diminuir o medo de tais formas de transporte existente entre a população brasileira. Além disso, cabe ao Estado incentivar e investir na diversificação dos meios de locomoção, como a adoção do trem para o transporte pesado, visando diminuir o número de veículos grandes nas ruas. Por fim, é importante conscientizar a população, por meio da mídia, que não haverá melhora na mobilidade urbana brasileira enquanto o transporte individual for privilegiado.