A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 19/10/2019

Na era dos “50 anos em 5” de Juscelino Kubitschek, houve a criação de uma larga rede de estradas que interligavam as regiões do Brasil alavancada pela crescente indústria automobilística da época. No entanto, apesar desse fenômeno de expansão, meio século depois, isso se mostra ineficiente para atender a demanda de movimentação de mercadorias e pessoas. Desse modo, convém discutir como ampliar a eficácia da rede de transportes com intuito de viabilizar uma estrutura que comporte o fluxo econômicos e populacionais.

Primeiramente, é preciso compreender que a estrutura predominantemente rodoviária é inadequada para o território brasileiro. Nesse sentido, por ter uma dimensão continental, a opção ferroviária e, em algumas regiões, hidrovias seriam mais capazes de suportar a demanda de transporte. Embora essas opções sejam muito atraentes, as políticas de mobilidade até hoje empreendidas, como a de JK, não focaram na ampliação ou melhoria desses meios, o que gera fretes altos, os quais comprometem o mercado de bens dentro do país e internacionalmente, além de engarrafamentos nos núcleos urbanos, cujos transtornos afetam o bem estar das pessoas que gastam muito tempo para chegar ao seu destino.

Aliado a isso, alternativas de locomoção de curta distância são, geralmente, baratas e causam um impacto positivo nas cidades que possuem problemas para comportar a quantidade de carros e ônibus que circulam diariamente. Sendo assim, a difusão do uso de bicicletas e transportes coletivos, a partir de uma infraestrutura adequada para possibilitar o melhor fluxo desses meios, ajudaria a diminuir o trânsito e facilitar a vida dos indivíduos que circulam nessas áreas.

Portanto, é fundamental realizar medidas para dinamizar a mobilidade no país. Para tanto, é dever do Governo Federal, ao invés de focar na ampliação de rodovias, fazer um estudo amplo que localize as áreas que são viáveis a construção de meios mais eficientes e, assim, emprega-los. Por fim, no âmbito regional, cabe às autoridades estaduais e municipais criar ciclofaixas e linhas exclusivas para ônibus com objetivo de desafogar o trânsito que impõe barreiras à sociedade, sobretudo, urbana.