A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 19/10/2019

Hodiernamente, nos países desenvolvidos, o planejamento em relação aos modais de transporte garantem uma melhor mobilidade urbana para a população, pois esta, quando é de baixa renda e possui um menor acesso a veículos particulares é alocada nos centros para evitar grandes deslocamentos, já as pessoas de maior poder de compra e que podem se locomover de carro, moram em periferias.Em contraste, no atual cenário brasileiro, não só a falta de planejamento urbano, que inviabiliza o direito de ir e vir aos cidadãos ,mas também medidas públicas que não acompanham o elevado crescimento da sociedade urbana brasileira, ferem a Constituição.

Sobretudo,  uma das causas do mau planejamento se deve ao monopólio de grupos administrativos com parcerias público-privadas, que, por visarem lucro, fazem com que haja corte de gastos. Sob tal ótica, conforme um levantamento realizado em 2004, na cidade de São Carlos, apenas vinte por cento da frota de ônibus era adaptada para cadeirantes.Desse modo, fica claro que essa insuficiência afeta a população, assim como a precarização dos transportes coletivos e taxas de preços abusivos.

Em segundo plano, o forte estímulo para compra de carros se tornou um agravante, visto que mais pessoas ocupam as rodovias ocasionando congestionamento.Assim, outros meios de transporte se fazem necessários, como ônibus e trens.Entretanto, no último caso, as rotas fixas das ferrovias não permitem flexibilidade e gastam muito do tempo do passageiro.

É evidente, portanto, que a problemática atual da mobilidade urbana precisa ser combatida. Assim sendo, é preciso que as prefeituras juntamente com instituições privadas deem atenção às necessidades da população para melhorar a qualidade dos veículos, acessibilidade, com  foco em deficientes, além criar agências reguladoras que fiscalizem as companhias privadas, com sistema de multas. Outra ação complementar seria o reforço da infraestrutura nas periferias para evitar o deslocamento até a cidade, como resultado a redução do congestionamento e melhor qualidade de vida.