A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 18/10/2019
Um dos principais desafios enfrentados por grandes centros urbanos brasileiros é a crise da mobilidade urbana. Para essas metrópoles, é fundamental descobrir formas de minimizar o congestionamento das pincipais vias durante os horários de pico. Além disso, o grande número de veículos nas ruas aumenta as emissões de gases poluentes, os quais ampliam fenômenos como as ilhas de calor e as chuvas ácidas.
Nesse contexto, o uso de transportes coletivos é uma importante ferramenta no combate aos congestionamentos, pois, se usados corretamente, diminuem significativamente o número de veículos nas ruas.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, a cada 5 brasileiros, 3 deixariam de usar o carro caso a qualidade do transporte público fosse melhorada. Portanto, para que esses meios de transporte sejam bem recebidos pela população, é preciso que problemas de superlotação e atrasos nos horários sejam minimizados.
Ademais, um outro candidato promissor para resolver o problema da mobilidade urbana são as bicicletas. Por não terem que enfrentar engarrafamentos, elas podem ser muito mais rápidas que qualquer outro meio de transporte convencional, em especial para pequenas distâncias. Em 2013, foi implementado em Nova York um sistema de bicicletários gratuítos, que, a partir de então, passou a receber cerca de 100.000 usuários anuais. Esse projeto, além de retirar uma grande quantidade de veículos das ruas, reduziu muito as emissões de gases poluentes.
Desse modo, cabe aos governadores dos estados brasileiros, juntamente com as empresas terceirizadas de transporte público, criar um aplicativo que permita a população avaliar a qualidade do transporte. Com o feedback gerado, o estado deve multar as empresas caso haja superlotação ou atrasos. Ademais, o Ministério da Infraestrutura deve criar ciclovias que ligam os centros metropolitanos às suas periferias, e programas de bicicletas como o yellow e green devem ser ampliados, de modo que deve haver uma bicicleta para cada 10 ônibus circulando.