A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 21/10/2019
Em 1956, no governo de Juscelino Kubitschek, o Brasil teve como prioridade; o desenvolvimento de energia e transporte, JK trouxe fábricas de automóveis e um modelo rodoviarista -que prometia facilitar o cotidiano da sociedade. Entretanto, hodiernamente, o cenário brasileiro encontra-se em uma realidade totalmente diferente das promessas de JK. Tendo em vista que, a mobilidade urbana está diante de uma crise, logo, o capitalismo exacerbado e a falta de opção de transportes alternativos, são fatores que contribuem para a situação atual. Dessa maneira, gera-se prejuízos na sociedade.
É notório que, o capitalismo é um dos causadores da problemática. Segundo Zymunt Bauman, estamos vivendo uma “Modernidade Liquida”, na qual, a falta de empatia e o individualismo, são colocados como as principais características da contemporaneidade. Analogamente, as empresas automobilísticas juntamente com a mídia, visando a obtenção do máximo lucro monetário, lançam anualmente, propagandas de automóveis cada vez mais tecnológicos e atrativos -para induzir a compra do produto. Nesse contexto, os indivíduos com intuito de uma “melhor qualidade de vida”, acabam comprando um automóvel. Consequentemente, afeta-se uma migração pendular pelo congestionamento dos grandes centros urbanos e gera conflitos e stress no trânsito.
Ademais, a falta de opção para veículos alternativos, é um fator que potencializa a temática. Já que, parte da população brasileira não tem condições lucrativas para o uso de um automóvel individual, acabam por optar pelo o transporte público, pois, o Brasil só oferece outras formas de deslocamento nas grandes metrópoles, como as ciclovias. Segundo uma reportagem exposta pelo “G1” em 2019, o valor da passagem de ônibus teve um reajuste de 4,03%. Dessa maneira, a sociedade brasileira, acaba cedendo a esses preços impostos, por não terem outra forma de chegar ao seu destino desejado, sem correr o risco de manter sua integridade física intacta.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para efetivar uma melhor qualidade de vida para toda a nação, urge ao Ministério da Infraestrutura, criar, por meio de verbas governamentais, a ampliação das estradas, com intuito de melhorar o tráfego para os indivíduos que dependem de um carro ou similares, para chegar ao seu determinado destino, respectivamente, criar campanhas publicitárias, que detalhem os prejuízos que a crise na mobilidade urbana está causando, sugerindo ao interlocutor, o hábito de sempre optar por mais respeito e empatia no trânsito. Além disso, fazer ciclovias em todas as cidades brasileiras, garantindo a oportunidade para a massa populacional de ter outra forma de se locomover com segurança. Dessa maneira, o objetivo de de Juscelino Kubistchek poderá ser alcançado, e a crise da mobilidade urbana será atenuada.