A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 18/10/2019
O Presidente da República velha (1926), Washington Luís, em sua gestão afirmava que ¨governar é abrir estrada¨. Embora suas perspectivas com esse slogan fosse positiva, infelizmente, muitos desafios surgiram com as novas estradas do Brasil, sobretudo, na mobilidade urbana. Portanto, cabe analisar como ineficiência estatal e a segregação socioespacial influenciam na adversidade em questão.
Primeiramente, é importante enfatizar, que a crescente crise na locomobilidade urbana no país, provém da imperícia das organizações públicas. Deste modo, o Estado contraria a Magna Carta, que garante o direito de ir e vir de todos os cidadães. Esse antagonismo é evidente, quando analisa, por exemplo, ausência estrutural nos transportes públicos e rodovias (pavimentações, sinalizações e adequações aos portadores de necessidades especiais).Isso gera consequências como aumento de veículos particulares nas cidades , elevando a crise na mobilidade urbana.
Outrossim, a questão sociespacial é mais um promotor desse obstáculo. Prova disso são os dados divulgados pelo IBGE que aponta a cidade São João da Barra, no Rio de Janeiro, ocorre um fluxo de 4 mil pessoas entre as cidades diariamente. Essa movimentação geograficamente é conhecida como pendular, e diversos são os fatores, como ida para trabalho e busca de serviços(educação e saúde),comumente, oferecidos em centros urbanos. Por conseguinte, iniciando uma grande concentração de pessoas nas capitais, e isso, dificulta a locomobilidade e altera, até mesmo, o estado de saúde do indivíduo (estresse e desgaste físico).
Diante do exposto, com intuito de atenuar esse embate.Cabe ao Ministério das Cidades, junto as secretarias estaduais e municipais, criar projetos, para a devida aprovação do legislativo,como firmar recursos aos grandes aglomerados urbanos, a fim de melhorar a estrutura viária com pavimentações, viadutos, passarelas e sinalizações garantindo acesso aos PNE. Como também investir em um bom transporte público, assim, diminuir os números privados de carros, democratizando o direito de ir e vir.