A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 20/10/2019
As Prioridades da Mobilidade Urbana
Desde tempos imemoriais o ser humano busca formas de locomoção pela Terra. O engenheiro Karl Benz, no fim do século XIX, patenteou o motor a combustão, colocando a humanidade em uma nova perspectiva do transporte de pessoas e cargas. Com o avanço gerado pela criação de Karl Benz, cresceu também a crise da mobilidade urbana pelo mundo, uma prática - preocupante - de deslocamento, que acontece hodiernamente no Brasil, necessitando ser urgentemente combatida.
É de crucial importância analisar, inicialmente, que a crescente na facilidade de obtenção de veículos acarretou em prejuízos para a mobilidade urbana. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), o Paulistano passa em média 45 dias do ano preso no trânsito, isso mostra que o aumento do número de carros é um fator acachapante para a crise da mobilidade urbana. Além disso, a grande dificuldade de deslocamento pendular de trabalhadores de regiões periféricas, faz com que demore cada vez mais sua ida e vinda ao emprego, aumentando assim sua jornada de trabalho.
Outrossim, vale ressaltar que, a grande deficiência em sistemas de transporte de massa no Brasil dificulta a mobilidade das pessoas. Segundo uma matéria veiculada pela revista Veja, onde compara o sistema de metrôs da maior cidade do Brasil (São Paulo) com o da cidade de Nova York (EUA), a linha ferroviária Americana apresenta quase 400 estações a mais do que a Brasileira. Dessa forma, fica claro evidenciar a falta de planejamento e investimento público perante o deslocamento de pessoas, causando um acúmulo dos meios de transporte particular.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de um incentivo aos meios de transporte coletivo urbano pelo poder público, com auxílios fiscais no que diz respeito ao aumento da frota e de novas linhas. Mostra-se necessário também o incremento de um maior número de de estações de metrô, visto que o fluxo de pessoas nesse meio de transporte é enorme, pelo fato de ser rápido e de preço baixo. Além disso, cabe ao Governo de cada estado fazer um plano diretor coerente com o crescimento do mesmo, melhorando as vias, retirando pontos de entrave nas rodovias, para que o deslocamento de pessoas e meios de transporte dê-se de forma harmoniosa.Desse modo, segundo o pacifista indiano Gandhi, o futuro dependerá daquilo que fazemos no presente, mostrando assim que as mudanças na mobilidade urbana passa por um processo iniciado no agora, priorizando os trasportes de massa e não a invenção revolucionária de Karl Benz.