A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 18/10/2019

O Trânsito em grandes cidades brasileiras tem se tornado um dos maiores motivos de “dor de cabeça” para os cidadãos. Nesse sentido, vive-se em um ambiente caótico, em que a crescente crise da mobilidade urbana tende a piorar caso não sejam adotados políticas mais eficientes. Nesse sentido, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da má qualidade do transporte público e da omissão governamental.

Primeiramente, é importante destacar o estado de abandono referente à grande parte da frota de veículos públicos. Nesse aspecto, muitos indivíduos guiados pela cultura consumista e pelo desapontamento em relação à qualidade dos transportes coletivos, optam pelo meio individualista, o que resulta em um clima de caos urbano devido ao grande número de carros circulando. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao se observar o cenário das grandes rodovias das principais metrópoles do Brasil, em que, de acordo com dados do Observatório das Metrópoles, a frota de veículos nessas cidades dobrou nos últimos dez anos. Portanto, indubitavelmente, a situação de abandono dos meios coletivos faz com que grande parte da população prefira usar os próprios carros, na ilusão de se obter melhores resultados, o que culmina no estado de caos vivido pelas avenidas e rodovias do país.

Ademais, é imperativo pontuar que a crise da mobilidade urbana, deriva, ainda, da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Nessa lógica, segundo o filosofo Thomas Hobbes, o Estado é o responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não tem ocorrido no Brasil, principalmente no referente ao direito de ir e vir das pessoas. Nessa esteira, devido à pouca atuação das autoridades no combate a esse caos, vive-se em um ambiente em que esses direitos são alienados, principalmente, pela falta de planejamento urbano. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Infere-se, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para solucionar essa nociva conjuntura. Com isso, para que as grandes metrópoles nacionais não sejam foco “das dores de cabeça” da população, urge que o Governo Federal junto do Ministério da Infraestrutura criem, por meio de impostos arrecadados, melhores condições para o transporte público -a partir da renovação da frota, bem como pelo aumento do número de ciclovias e faixas exclusivas para os coletivos. Além disso, é imprescindível obter a redução da tarifa de ônibus e metrôs, para que a população possa optar, majoritariamente, por esses meios em detrimento dos carros pessoais. O objetivo dessa ação é minimizar o inchaço criado nas principais rodovias e avenidas das cidades brasileiras. Só assim será possível combater o clima de caos vivido por grande parte dos centros urbanos no país.