A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 22/10/2019

O “Plano de Metas”, foi uma estratégia econômica do ex-presidente Juscelino Kubitschek, ela visava alavancar o Brasil. Para isso, houve investimentos em diversos setores, entre eles, o de automóveis que modernizou a indústria automobilística brasileira. No entanto, apesar de grandes avanços no setor, isso resultou em um exacerbado número de carros nas rodovias, causando posteriormente, uma crise apoiada pelo sedentarismo que pode gerar consequências irreparáveis. Desse modo, torna-se imprescindível debater acerca das causas, bem como dos prejuízos sociais gerados por esse entrave.

A priori, é necessário ressaltar o que apoia e motiva essa problemática. A Revolução Técnico-Científico-Informacional ocorreu em meio a Guerra Fria, ela resultou em diversas consequências a sociedade hodierna, entre elas, o acesso mais fácil e rápido a informação. Essa facilidade causou o aumento dos índices de sedentarismo, que piora a mobilidade urbana, pois favorece o uso de veículos na locomoção e colabora para a verticalização das cidades para reduzir a distância entre a residência e o trabalho. Logo, é notável que essa crise é ajudada pela tecnologia.

Outrossim, compete analisar os problemas que esse impasse cria. Fábio Brazza, em sua obra musical, “De volta para o futuro”, retrata um panorama distópico, por volta dos anos 3000, em que o cenário mundial está um caos, milhares de espécies foram extintas e não existem mais as calotas polares. Distante da ficção, o planeta Terra caminha para a música se tornar realidade, no qual o exacerbado número de veículos que emitem gases de efeito estufa - fenômeno responsável por aumentar a temperatura média do planeta - corrobora a poluição do meio ambiente. Dessa forma, torna-se evidente que essa crise agrava também a degradação da atmosfera.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para reduzir o número de veículos em rodovias, bem como amenizar a verticalização das cidades, urge que o Ministério da Infraestrutura destine investimentos para melhorar o transporte público por meio da modernização e maior incidência de metrôs, que se tornaria o transporte mais utilizado nas cidades. Além disso, compete ao Ministério do Meio Ambiente, a criação de campanhas para reduzir a emissão de gases do efeito estufa, por meio da criação de caminhadas em prol da natureza, visando melhorar a condição da atmosfera. Somente assim diminuiria a crise na mobilidade urbana e o cenário imaginado por Brazza jamais existiria.