A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 17/10/2019

Desde o início da República brasileira em 1889, o governo enfrenta movimentos revoltosos contra a precária mobilidade do país. Com o passar dos anos, houve o apaziguamento desses, porém o governo brasileiro ainda, em pleno século XXI, persiste em contrariar o artigo 5 da Constituição Brasileira que assegura o direito de ir e vir dos cidadãos, deixando a desejar principalmente na infraestrutura dos transportes públicos e na acessibilidade.

A princípio, as problemáticas quanto ao transporte estão em discussão desde 2013 com o “Movimento dos 20 centavos” feito pelos trabalhadores passageiros dos ônibus públicos que gastam aproximadamente quase três horas para seu deslocamento enfrentando o trânsito e contribuindo para o aumento da criminalidade que é facilitada pela aglomeração de pessoas.

Além disso, processos como a favelização das metrópoles - originada no Brasil durante a República Velha - sendo causadora de muitas epidemias e a inacessibilidade de deficientes físicos nas calçadas e na dificuldade do uso de transportes públicos, deixa implícito a ausência de um plano de urbanização, levando a crise vivida neste século.

Em suma, visto que a sociedade apresenta o direito de ir e vir garantido pela Constituição, o governo deve tomar providências emergentes quanto ao investimento da verba disponibilizada para o transporte na manutenção da acessibilidade urbana e obras na cidade que facilite a locomoção da população e para que se mantenha estabilidades nas ruas brasileiras.