A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 17/10/2019
A mobilidade urbana, volta e meia, é um problema para muitos lugares no mundo. No Brasil, há uma crise crescente nesse âmbito que, causa grande estresse na população e também no governo, visto que, o uso desenfreado de automóveis particulares - os carros - como principal modal para a locomoção diária, levou a um estado caótico nos trânsitos das grandes cidade. Nesse contexto, é necessário analisar quais fatores corroboram para a problemática.
Primeiramente, é importante entender que o contexto histórico ajudou a população brasileira a tomar esse viés. No mandato de Juscelino Kubitschek, o incentivo governamental para adquirir o automóvel privado era muito grande, principalmente porque o sistema rodoviário foi uma das estratégias para desenvolver o país. Logo, fazia total sentido na época esse ser o principal modal usado para se deslocar pelas vias. No entanto, com o processo de urbanização, o número de pessoas nos centros cresceu e com elas seus carros, por consequência, resultaram em um aglomerado de veículos que as cidades não conseguem comportar.
Outro fator que contribui para a péssima mobilidade urbana, é a falta de infraestrutura que favoreça outros modelos de transporte. Esse fenômeno, é explicado pela carrocracia, as cidades brasileiras foram construídas para beneficiar os carros, o que fornece a esse modal ainda mais poder. Nesse sentido, outros modais ficam destoados. Um exemplo é o transporte público, que não recebe a atenção necessária e, faz com que o cidadão prefira usar o carro para chegar ao seu destino, pois com a passagem alta, a qualidade interna horrível e os intervalos de embarque do veiculo longos -o que resulta em superlotação- o conforto desse meio alternativo é praticamente inexistente.
Dessa maneira, percebe-se que para minimizar o uso excessivo dos carros e incentivar a multimodalidade dos transporte, o Governo Federal juntamente com as Prefeituras das grandes cidades devem investir na melhoria e no incentivo ao uso dos transportes alternativos e públicos, por meio de mudanças na qualidade dos veículos e na infraestrutura dos acessos a esses, medidas como: aumentar a quantidade de frotas de ônibus para evitar a superlotação nos horários de pico, manutenção das ciclovias e calçadas para aumentar a segurança da população ao usá-los e diminuir a taxa da passagens dos ônibus e dos trens, são algumas maneiras de garantir o direito de ir e vir de todos os brasileiros e ainda diminuir o trafego e o estresse.