A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 16/10/2019

‘A cidade e As serras’,romance naturalista escrito por Eça de Queiroz,apresenta a história de Jacinto: um jovem boêmio que vive no ambiente urbano da França.Contudo,apesar das facilidades ofertadas pela cidade,Jacinto busca as serras para afastar-se do barulho,preocupações e caos da movimentada Paris.Fora dos livros,a realidade de balbúrdia no ambiente urbe é semelhante: a crescente crise na mobilidade urbana brasileira é um perturbador fato,seja pelo aumento no número de veículos,seja por falta de políticas públicas adequadas.Nesse sentido,convém analisar as causas,consequências e possível solução para essa persistente problemática.

Em uma primeira análise,é indubitável que o aumento na quantidade de automóveis nas cidades agrava a situação da mobilidade urbana brasileira.Segundo o IBOPE,Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística,em uma pesquisa realizada,70% dos entrevistados responderam que se locomovem por meio de veículos individuais.Paralelamente,uma outra pesquisa levantada pelo G1,importante portal digital de notícias,revela estatísticas assustadoras: o trabalhador paulista leva,em média,5 horas para chegar no trabalho.Assim,analogamente aos dados,o enorme contingente de veículos nas ruas influencia nos congestionamentos e caos vivenciado pelos cidadãos.Fica clara,assim,a desarmônica ligação entre a crescente crise na mobilidade urbana e o número de carros.

Outrossim,em uma segunda análise,destaca-se como fomentador desse grave problema a ausência de políticas públicas adequadas.O site ‘Catraca Livre’ levantou um questionamento online: por que você não usa o transporte público?A maioria das respostas ao questionamento teve como marcação ‘a falta de qualidade e a insegurança dos possíveis passageiros’.Destarte,os dados são confirmados na prática,uma vez que são inúmeros  os casos de assédio e superlotação no transporte público brasileiro(a exemplo de ilustração,a AgenciaBR,veículo de notícias digitais,relata que 40% das mulheres já sofreram algum tipo de assédio nos transportes coletivos do Brasil).Com isso,é intrínseca a relação entre a ineficiência dos transportes coletivos e a ausência de políticas públicas eficazes.

Fica evidente,portanto,visto os entraves persistentes na mobilidade urbana brasileira,que medidas são necessárias para harmonizar os fluxos urbanos.Logo,as prefeituras municipais brasileiras,responsáveis por cuidarem dos transportes públicos das cidades,devem,por meio de contrato com empresas qualificadas e auxílio financeiro do Governo Federal,criar um sistema de transporte coletivo eficiente(com preços acessíveis e agilidade)e,ainda criarem ciclovias .Dessa forma,a finalidade é,além de reduzir o número de veículos nas ruas,amenizar a crise da mobilidade urbana.Feito isso,será possível afastar o Brasil da realidade francesa vivenciada pelo personagem Jacinto.