A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 18/10/2019

No clássico filme De volta para o futuro 2,o personagem Marty McFly viaja no tempo para 2015,no qual é retratado uma visão futurista idealizada,da década de 80,de que o século XXI seria tão moderno que teria até mesmo carros voadores.No panorama hodierno brasileiro,além de não existir o avanço de locomoção como na ficcção,há uma crise na mobilidade urbana que simboliza o retrógrado sistema adotado pelo país.Assim,tal problemática cresce devido a fatores como a péssima infraestrutura de transporte público,bem como a adoção de um modal de transportes que intensifica o consgetionamento.

Primeiramente,é imperioso ressaltar o imbróglio enraizado historicamente que gerou a falta de planejamento e modernização do cenário de mobilidade brasileira.Mediante o exposto,pode-se analisar como o modal rodoviário foi protagonizado em relação aos demais,sobretudo a partir do governo JK (1956-1961),o qual possuía um plano desenvolvimentista de uma rede de transporte que integrasse o território nacional,sem investir,contudo, no transporte em escala local.À vista disso, o Brasil tornou-se um país rodoviarista,de modo que não investe o necessário em modais como o ferroviário,que tem vantagens como o custo benefício,maior rapidez de serviço e não estar sujeito ao trânsito cotidiano.

Destarte,urge analisar também a defasagem e precariedade existente no sistema de transporte coletivo,de forma que parte do contingente demográfico brasileiro opta pelo uso de carros,intensificando ainda mais o congestionamento.Segundo o sociólogo Émile Durkheim,a sociedade atua como um corpo biológico,na qual cada órgão tem a sua função e,por conseguinte,é imprescindível que haja o cumprimento de todas as ações,a fim de que exista o bom funcionamento coletivo. Nesse viés,a falta de investimentos por parte da esfera pública de poder em mobilidade urbana gera um efeito tal qual a metástase no corpo humano,pois o péssimo serviço de transportes como ônibus e metrô ocasiona uma baixa qualidade de vida à população.Assim sendo,o povo sofre um descaso ao lidar,diariamente,com altas tarifas,superlotação e pouca disponibilidade de veículos, que caracteriza uma crise exponencial.

Fica evidente,portanto,que medidas devem ser tomadas para cessar esse imbróglio.Assim,o Estado,aliado às Secretarias Municipais de Transporte,deve desenvolver uma logística de aperfeiçoamento de integração local,de modo que execute projetos de empreendedorismo intermodal,fazendo com que iniciativas públicas e privadas priorizem os investimentos em transporte sobre trilhos,a fim de combater o trânsito exacerbado,que está ligado ao intenso rodoviarismo.Atrelado a isso,deve haver um melhor gerenciamento do transporte coletivo,por meio da fiscalização municipal das prefeituras,para que um serviço adequado com tarifas justas seja um atrativo às pessoas que usam o carro diariamente.Dessa forma,por mais que não existam carros voadores, a crise poderá ser contida.