A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 16/10/2019

Em 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) implantou a Declaração Universal dos Direitos Humanos que objetiva, entre outras coisas, assegurar o direito à saúde, à liberdade e ao bem-estar social a todos. Entretanto, no Brasil, percebe-se que esses direitos são feridos, uma vez que há uma crise na mobilidade urbana – fato que gera transtornos aos cidadãos. Isso porque, além do planejamento urbano e rodoviário deficitário ao longo da história, há também uma falta de racionalidade da sociedade em geral.

Convém ressaltar, a princípio, que, com o êxodo rural ocorrido no século passado, houve um crescimento das cidades muito rápido. Porém, esse desenvolvimento não teve planejamento Estatal, o que gerou problemas sociais como o inchaço das grandes cidades e rodovias estreitas – que promovem a lentidão nos trânsitos. Somado a isso, o setor agroexportador é um dos responsáveis pela crise – que se intensificam na região dos portos-, uma vez que utilizam as estradas para escoamento ao invés de ferrovias, isso porque o país carece de maiores estradas de ferro.

Além disso, segundo Sartre, filósofo francês, o ser humano é livre e responsável; cabe a ele escolher seu modo de agir. Logo, com o avanço da problemática da mobilidade, recai sobre o homem o compromisso de mudar o atual quadro. No entanto, verifica-se uma atuação da irracionalidade em relação ao tema, haja vista que há a prevalência do uso de transporte individual em detrimento do coletivo, medida que promove engarrafamentos e transtornos à sociedade, decorrente da falta de investimentos em transporte público de qualidade e eficientes e incentivo às caronas.

Infere-se, portanto, que - na demanda de reverter a crise na mobilidade urbana brasileira – o Poder Executivo, em consonância com o Ministério do Planejamento, deve, alargar as estradas, a fim de melhorar o escoamento dos veículos, melhorar o transporte público – com maior frota de ônibus e horários definidos – e ampliar a malha ferroviária, com intuito de utilizá-la para escoar a produção. Outrossim, a sociedade deve promover a prática de caronas e utilização de transporte coletivo, seja por propagandas ou startups, com objetivos de desinchar as cidades e assegurar os direitos implantados em 1948.