A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 22/10/2019

Durante o governo de Juscelino Kubitschek houveram grandes avanços na industria automobilística do Brasil, com isso consolidou-se um ambiente de que ter um carro era sinônimo de status social elevado. Nos dias de hoje, essa cultura permanece viva na mente dos brasileiros e se fortificou ainda mais desde aquela época, porém, diversos problemas acerca da mobilidade urbana se fortificaram na mesma proporção. Já que a falta de infraestrutura nos meios de locomoção coletiva, superlotação de transportes públicos e impactos ambientas que são gerados pela fumaça expelidas pelos  automóveis, se tornaram grandes mazelas da sociedade.

A priori, uma das principais causas para o detrimento da mobilidade urbana no Brasil é a falta de infraestrutura no meios de locomoção coletivo, indo desde ônibus que circulam em estado precário até linhas ferroviárias deterioradas que não cumprem o seu papel de transporte rápido e confortável. Além disso, a falta de ruas, calçadas e ciclovias seguras para o tráfego da população se tornam agravantes para à aquisição de um transporte individual, uma vez que sua praticidade e seu conforto, tornam a compra de automóveis cada vez mais crescente, que aumentaram 400% nos últimos dez anos de acordo com a Fundação Getúlio Vargas.

Como supracitado, a desvalorização dos transportes públicos é um do grandes agravantes para a obtenção de um automóvel individual. Porém, vale ressaltar que nem toda população brasileira se encontra em condições para a compra de um veículo, assim acabam se tornando reféns de meios públicos de locomoção superlotados e desconfortáveis no cotidiano, desse modo a qualidade de vida acaba se deteriorando devido a mobilidade urbana, levando a problemas como dores no corpo e stress.

A posteriori, a alta emissão de gás carbônico devido ao combustíveis fósseis que os automóveis utilizam, se tornaram outra mazela da mobilidade atual. Uma vez que esses gases, além de acelerarem o efeito estufa que contribuem para o elevamento da temperatura global; colaboram para o agravamento de doenças respiratórias, que aumentaram em 14% no Brasil em dez anos de acordo com o Ministério da Saúde.

Portanto, é preciso que haja um incentivo por parte do Ministério de Infraestrutura pelo meio de locomoção coletivo, sendo realizado através de investimentos em mais linhas férreas e ônibus adequados para atender a população de modo confortável em toda viagem. Além do estímulo ao uso de bicicletas com a construção de ciclovias e ciclofaixas em bom estado para se combater a poluição atmosférica, assim como campanha socioeducativas sediadas pelo governo quanto ao uso de carros menos poluentes. Dessa forma, o Brasil pode caminhar rumo a uma mobilidade digna.