A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 16/10/2019
No filme " Wall - E" tem como cenário um planeta Terra inabitável, que foi completamente destruído pelos impactos ambientais causados pelo lixo, decorrente de uma sociedade exageradamente consumista e que descarta mais do que utiliza. Apesar de ser uma obra ficcional, tal concepção assemelha-se com o quadro atual, em que a grande dificuldade da circulação urbana se torna crescente, devido a grande quantidade de veículos automobilísticos, responsáveis pela grande taxa de sucata e poluição, gerando o aquecimento global, Pode-se dizer, então, que a negligência por parte do governo e a forte mentalidade individualista das empresas são os principais responsáveis pelo quadro. Mormente, a população opta pela compra de um automóvel particular, pelo precário estado do transporte publico, onde o governo destina poucas verbas para a manutenção das linhas, gerando assim a grande aglomeração de pessoas no horário de pico. Todavia, como consequência a compra de veículos como forma de escapar do transporte altamente precário, traz a grande dificuldade de mobilidade urbana e com ela a grande taxa de poluição. Segundo dados do Observatório das Metrópoles entre os anos de 2002 e 2012, enquanto a população brasileira aumentou 12,2%, o número de veículos registrou um crescimento de 138,6%. Há cidades no país que apresentam uma média de menos de dois habitantes para cada carro presente, o que inviabiliza quase todas as medidas para a garantia de um sistema de transporte mais eficiente, números que tendem aumentar com o passar dos anos.
Ademais, a população brasileira faz um mau uso dos meios de transportes disponíveis, uma parcela significativa das pessoas não usam o transporte público, em virtude de um determinado preconceito com os usuários que utilizam meios de deslocamento coletivos. Nesse sentido, o uso excessivo de carros provoca impactos ambientais, visto que 25% da poluição atmosférica provém dos automóveis. Infere - se, portanto, que o estado tome providências para amenizar o quadro atual tocante a mobilidade urbana, urge que o Ministério da Infraestrutura por meio de verbas governamentais, busque fora do país tecnologias para aplicar nos transportes públicos de maneira viável e segura para a melhoria no âmbito social que tenham uma baixa carga de poluição. Além disso as prefeituras das cidades em conjunto com o governo do estado devem promover datas destinadas para a circulação de transportes sustentável, Somente assim poderemos melhorar a circulação populacional no século XXI.
Afinal, conforme afirmou Rousseau: “a vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos”.