A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 20/10/2019

De acordo com a Constituição Cidadã, sancionada em 1988, uma das garantias dos cidadãos é o direito de ir e vir. Entretanto, a mobilidade urbana no Brasil apresenta inúmeras falhas no que diz respeito à qualidade dos serviços oferecidos, na qual possui dois aspectos, em parte, responsáveis: o aumento de veículos individuais nos trânsitos e a falta de planejamento urbano.

Em primeiro plano, é perceptível o agravamento da crise na locomoção da sociedade pelo acréscimo de automóveis nas ruas. Conforme o Departamento Nacional de Trânsito, a cada quatro pessoas no Brasil adquire um carro, tal fato ocorre pelo devido os indivíduos optarem em não usufruir de transportes coletivos pela seu mau funcionamento e superlotação. Dessa maneira o uso maior de meios locomotivos individuais ocasionam impasses com seu trânsito caótico devido aos engarrafamentos. Em São Paulo, por exemplo, há um esquema de rodízio de veículos para tentar amenizar esses problemas, mas ainda assim é uma medida insuficiente, evidenciando as dificuldades de mobilidade urbana da sociedade.

Além disso, a precariedade do planejamento urbano é, também, um dos obstáculos para a locomoção da população. Segundo o Observatório das Metrópoles, a frota de veículos no Brasil cresceu 77%, na qual não possuiu um acompanhamento importante na infraestrutura viária e planejamento. Logo, é visto que as vias com má sinalização e diversos buracos nos nas estradas ocasiona um impasse na melhor mobilidade dos indivíduos e , até mesmo, resultam em acidentes nas rodovias. Dessa forma, nota-se uma negligência governamental na qualidade de autoestradas, resultando em uma crise nociva na circulação urbana das pessoas.

Portanto, conta-se necessário a resolução dessa problemática. Desse modo, o Ministério do Transporte deve oferecer melhoramento nos meios de locomoção, com o fito de diminuir o uso de carros e motocicletas nas ruas brasileiras. Ademais, cabe ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, junto com o Governo, fornecerem uma construção qualificada de vias rodoviárias, por meio de estradas bem planejadas e sinalizações eficiente, a fim de proporcionar uma mobilidade urbana de segurança e qualidade. Com tais implementações, os cidadãos usufruíram de seu direito fora do papel constitucional.