A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 20/10/2019
No Inicio do século XX o modelo de produção Fordista começou a ser desenvolvido, produzindo automóveis em larga escala. Entretanto, entrou em colapso devido ao alto estoque e pela falta de diversificação. Atualmente, é possível encontrar carros para todos os gostos, devido ao consumismo estimulado, que por consequência faz o numero de veículos serem superiores para que uma metrópole tenha um bom fluxo do transporte, ocasionando um problema na mobilidade urbana.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que nas maiores cidades brasileiras como São Paulo e Rio de Janeiro, é possível notar a segregação socioespacial, isto é, população dividida entre as regiões de acordo com poder aquisitivo. Desta maneira, as empresas se concentram em áreas mais ricas, fazendo que a população majoritariamente periférica passe mais tempo no transporte, diminuindo sua qualidade de vida.
Infelizmente, não se encontra transporte público de qualidade no Brasil, deixando-o sempre em segunda opção sempre que possível. Com o modelo de produção Toyotista os carros tem suas versões atualizadas anualmente, estimulando o consumo através de um obsolência programada e aumentando o número da frota de veículos privados em detrimento do coletivo, dificultando a translocação do individuo.
Em síntese, a sociedade toda é afetada, é por isto é dever do Estado amenizar este problema. Primordialmente, como o principal motivo do tráfego urbano é o trabalho é necessário que haja auxilio governamental para a desconcentração de empresas, facilitando a abertura em regiões onde há maior concentração populacional. Desta forma, com empregos mais dispersos, haverá um encurtamento no trajeto do cidadão, melhorando usa qualidade de vida e aumentando a mobilidade urbana.