A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 15/10/2019
Atualmente estamos vivenciando transtornos caóticos proporcionados pela imensa distribuição de veículos nas vias urbanas brasileiras. O “boom” na venda de automóveis por volta de 2005, causados pelo incentivo do Governo e baixas taxas repassadas pelas concessionárias, somados a dificuldade das grandes cidades a se adaptarem ao crescimento repentino, fazem com que, de lá para cá, a população perca horas do seu dia em meio a um trânsito infernal, prejudicando a qualidade de vida e afetando diretamente outras atividades pessoais como o lazer e a ligação com a família. Diante disso, desafios como a melhora dos transportes públicos, o aumento das ciclovias e a redução de emissores poluentes na atmosfera, vira uma preocupação constante para as autoridades brasileiras.
Uma estudo feito pela rede de pesquisa Observatório das Metrópoles constatou que entre 2002 e 2012, o número de veículos registrou um aumento de 140%, enquanto a população brasileira aumentou cerca de 12%. Esses números ajudam a comprovar a tese de que a mobilidade urbana está a eminência de um colapso em alguns lugares do Brasil. Isso se comprova com o fraco investimento tanto em transportes urbanos, quanto em número de ciclovias e calçadas descentes para um bom fluxo de pessoas. Diante do exposto, é visível que foi criado uma cultura desde o Governo JK, com suas ideias de crescimento urbano e engrandecimento do transporte individual, onde hoje os Governantes sofrem por medidas enraizadas desde aquela época.
Seguindo pela mesma linha de raciocínio, pode-se observar que um dos desafios mais marcantes é a diminuição da poluição gerada pelos automóveis, e como a mobilidade urbana é um fator preponderante nesse aspecto. Com isso, a criação de ciclovias e o incentivo gerado para a adaptação das mesmas entre a população, tem ajudado a sanar estes empecilhos, contribuindo para um desenvolvimento sustentável urbano e uma diminuição dos veículos automotores nas ruas do país. Porém hoje, segundo dados do G1, apenas 1% de nossas malhas viárias são ciclovias. Diante disso, o investimento nesse meio de locomoção é de grande importância, para que num futuro próximo, o Brasil possa conseguir esse desenvolvimento, que já e consolidado em países como Holanda e Bélgica
Diante dos fatores abordados, nota-se que a mobilidade urbana brasileira é caótica, fruto de um desenvolvimento equivocado executado no passado. Desse modo, cabe ao Estado, por meio de suas Prefeituras,mobilizar a iniciativa privada afim de investir massivamente nessa área, implementando ciclovias nos principais locais transitados, e aumentar as frotas de transporte coletivo, como ônibus, metros e trens. Também é dever da imprensa, promover pelas mídias sociais a importância de se usar os meios de transportes coletivos e sustentáveis, para a evolução da mobilidade urbana brasileira.