A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 15/10/2019

Desde o surgimento dos Direitos Humanos,em 1948, o direito de ir e vir é considerado um direito civil básico,ou seja, deve ser concebido e assegurado a todos os cidadães. No entanto,diversos brasileiros não têm acesso a tal direito,devido a crescente crise da mobilidade urbana no país,causada,principalmente, pela escassez de investimentos em meios de locomoção alternativos e pela falta de estrutura dos transportes públicos.

Primeiramente,é importante destacar que a escassez de investimento em transportes alternativos, e o trânsito causado por ela, são um dos principais agravantes para a crise da locomoção. A  falta de incentivo estatal à medidas que estimulem o uso de transportes alternativos , como bicicletas e transporte públicos,meios que colaboram com a redução de carros nas ruas, geram a triste realidade brasileira de ser um dos maiores índices de trânsito mundialmente. Desse modo, evidencia-se o impacto da falta de meios de locomoção alternativos ao trânsito brasileiro e ,consequentemente, à crise da mobilidade urbana.

Ademais, devido a falta de estrutura dos transportes públicos  e a sua constante lotação,a crise da mobilidade urbana só aumenta, visto que esses meios não conseguem cumprir sua função de garantir locomoção a todos, privando,assim, parte da população de seus direitos civis básicos. O filme Transportes, produzido pelo canal Plá, traça o cenário dessa grave situação brasileira, mostrando o dia a dia nos transportes públicos, dando ênfase a sua estrutura precária,que vai desde a localidade dos pontos de ônibus até a falta de espaço dentro deles, provando,infelizmente, seu difícil acesso. Fica clara,então, a relação entre a falta de estrutura nos transportes público e a crescente crise da mobilidade urbana brasileira.

É notória,portanto, a urgência de medidas a serem tomadas visando o cumprimento da Declaração Universal dos Direitos Urbanos, combatendo a crise da mobilidade urbana no Brasil e,consequentemente,  seus principais agravantes: a escassez de investimento em meios de locomoção alternativos e a precária estrutura dos transportes públicos. É necessária,então, a atuação das prefeituras estatais na criação de projetos de construção de ciclofaixas e novas linhas de ônibus e metrô, dando ênfase as cidades mais movimentadas, buscando diminuir o trânsito nelas. Além disso, o Ministério da Infraestrutura deve agir na reforma dos transportes públicos , melhorando desde  os pontos de espera até seu espaço interno, visando assegurar direito civil a todos. Desse modo, os principais agravantes da crescente crise da mobilidade urbana brasileira serão combatidos.