A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 15/10/2019
A capital do Brasil, inaugurada em 1960, é uma cidade planejada. Em tese, não teria os problemas comuns às outras metrópoles. Porém, ao contrário do que previu o projeto do arquiteto Lúcio Costa, a crescente crise da mobilidade urbana afetou também Brasília. Nesse contexto, o caos no trânsito se configura como uma realidade em todas cidades de grande porte no Brasil. Assim sendo, cabe análise das causas, consequências e possível solução.
Em primeiro lugar, é importante evidenciar fatores que levam a esse caos, dentre os quais estão a baixa qualidade no transporte público e o crescente número de carros nas ruas. Percebe-se, portanto, que um problema alimenta o outro, ou seja, os atrasos, superlotação e insegurança nos transportes de passageiros condicionam o trabalhador a fazer uso do veiculo particular para as suas necessidades diárias. Essa retroalimentação, faz, por exemplo, o paulistano perder em média 3 horas por dia nos engarrafamentos, segundo a Revista Exame.
Em segundo lugar, os efeitos desse fenômeno subtrai tempo valioso na vida de todos. Além disso, provoca estresse e adoecimento por causa dos longos minutos parados no meio da fumaça, buzinas e impaciência de outros motoristas. Esse tempo perdido poderia ser usado no trabalho, com a família ou lazer, mas, ao contrário, é transformado em sacrifício. Para o filósofo brasileiro, Clóvis de Barros Filho, a agonia do trânsito reduz a “potencia de agir”. Desse modo, aumenta a angústia e a insatisfação tão comuns entre os brasileiros.
Infere-se, portanto, que é fundamental se combater a crescente crise da mobilidade urbana. Logo, é preciso que o Ministério da Cidades que tem a competência para proporcionar uma vida melhor e a mobilidade fluída nas cidades, estabelecer regras, por meio de leis e fiscalização para disciplinar horários, lotação máxima e segurança no transporte de massa, além de cobrar pedágios para os carros que trafegam pelos centros urbanos. Espera-se, com isso, fluidez no trânsito e boa qualidade de vida.